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Cenário sem Geraldo entra no radar de 22

20 de agosto de 2021

Colocado como “plano A” do PSB para sucessão estadual, o ex-prefeito do Recife Geraldo Julio poderá não disputar as eleições de 2022. O próprio socialista tem pontuado nos últimos meses que pode não ser candidato a governador. Nesse cenário, alguns nomes já começam a surgir como possíveis quadros a serem considerados na bolsa de apostas.

A ausência nas recentes agendas do governador Paulo Câmara pelo interior do Estado e nas coletivas de imprensa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico para tratar das ações do Executivo no enfrentamento da covid-19, além dos escândalos envolvendo contratos das secretaria municipais de Saúde e Educação em sua gestão, que estão sendo investigados pela Polícia Federal e órgãos de controle, são alguns dos pontos que levantam dúvidas a respeito de sua permanência na disputa.

Nas eleições municipais de 2020, o então candidato a prefeito João Campos foi acusado inúmeras vezes pelos adversários de esconder o seu antecessor, por causa dos índices negativos nas pesquisas de opinião. Segundo informações exclusivas da coluna Cena Política, do JC, o próprio auxiliar teria confidenciado a amigos, que estaria “desanimado com os rumos da política e decepcionado com o ambiente que convive”.

Entretanto, uma fonte ligada ao Palácio do Campo das Princesas, afirma que o ex-prefeito tem realizado articulações internas ao reconhecer a postura de recolhimento de Geraldo em eventos com mais visibilidade. “Não existe outra hipótese hoje no PSB, que não seja a candidatura de Geraldo”, frisou.

Outro socialista, também sob reserva, pontua que além do entendimento em torno do nome de Geraldo Julio, não haveria menor possibilidade de o partido abrir mão do protagonismo da disputa majoritária para qualquer outro partido do bloco de alianças formado pela Frente Popular.

Ontem, Geraldo Julio voltou a afirmar que não será candidato. “Gostaria de deixar claro que desde o mês de abril comuniquei ao governador e declarei publicamente a minha decisão de não ser candidato a governador”, disse, ao blog de Edmar Lyra. Em junho, ele também havia se pronunciado ao Blog de Jamildo, afirmando que não era candidato a governador e quem conduziria esse processo seria Paulo Câmara.

OPÇÕES

Diante do cenário em que o ex-prefeito possa não concorrer, outros nomes começam a ganhar força no cenário. O secretário da Casa Civil, José Neto, o secretário estadual da Fazenda, Décio Padilha, o ministro do Tribunal de Contas da União, José Múcio, e mais recentemente a secretaria de Infraestrutura, Fernandha Batista, são alguns dos quadros que circulam entre as possibilidades postas dentro do PSB.

“Nas agendas de ruas e mais políticas, o que está fazendo é a secretária Fernandha, que vem recebendo um grande destaque e vem conduzindo todas as ações da Secretaria de Infraestrutura com toda maestria, até por ser uma pasta com obras mais relevantes”, afirmou um socialista, em reserva.

Entre lideranças dos demais partidos da Frente Popular, há certa resistência em tratar abertamente sobre possíveis desentendimentos no PSB relacionados ao pleito de 2022, muito embora alguns desses caciques.

Quando questionados se haveria chances do PSB abrir mão da vaga para o governo estadual na chapa majoritária, porém, todos parecem pensar da mesma forma, e dizem que isso é praticamente impossível de acontecer.

“Não creio que o PSB vá abrir mão da cabeça de chapa. Eles vão discutir internamente essa questão da candidatura e devem acabar se entendendo. Mesmo que Geraldo não queira disputar, o PSB não é um partido de uma nota só, eles têm outros bons nomes, como o secretário José Neto, os deputados Danilo Cabral e Tadeu Alencar, e podem até filiar alguém como o ministro José Múcio Monteiro”, declarou um aliado em reserva.

Outro aliado afirmou que a aparente resistência ao nome de Geraldo no PSB e na coligação pode não necessariamente estar ligada a uma antipatia ao secretário, mas aos interesses pessoais de parte dos líderes desse grupo. “Claro que essas confusões que aparecem nos jornais refletem, de alguma forma, a realidade que existe dentro do partido. Aparentemente há conflitos dentro do PSB, mas eu acho que eles são capazes de contornar isso”, observou.

Em nota à coluna Cena Política, presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, disse que o partido “não discute eleições agora”. “Não há o que se preocupar com escolha de postulantes, até porque temos o melhor quadro para apresentar. Hoje Geraldo é secretário. Quem segue na dura missão de procurar candidatos para apresentar em 2022 é a oposição”, frisou. Sileno já descreveu Geraldo como “o melhor quadro para o PSB”.

Geraldo e o clima no PSB

A informação de que o secretário de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Julio (PSB), não será candidato ao governo do Estado em 2022, publicada ontem pela coluna Cena Política, em sua versão online, no JC, foi o assunto que mais repercutiu no meio político, inclusive durante a agenda do governador Paulo Câmara (PSB), em Araripina, no Sertão. O PSB estadual, enviou nota afirmando que “não está tratando de eleição agora”. No texto, o presidente da sigla, Sileno Guedes, faz elogios a Geraldo, ressalta que ele já cumpriu e cumpre todas as missões que lhe foram colocadas pelo partido. Mas, não confirma, nem nega que ele seja o candidato. Quando questionados, socialistas com quem a coluna conversou, em reserva, após a divulgação do texto, inicialmente dizem que “o plano A é Geraldo e não haveria plano B”. Mas, logo em seguida surgem algumas reclamações sobre o ex-prefeito do Recife “não participar de algumas pautas do governo e não circular pelo interior, como deveria, para se fazer presente”. O ambiente relatado por alguns socialistas e por lideranças de partidos aliados confirma o que seria uma queixa de Geraldo e um dos motivos para ele não querer ser candidato: o ambiente é tenso. Há socialistas tradicionais, por exemplo, reclamando direito de precedência e querendo colocar o nome para a disputa. Um integrante de um partido aliado, falando sobre o clima do PSB, resumiu: “está pesado demais”.

A realidade fala por alguns sinais

Apesar do discurso de que Geraldo era o candidato, alguns sinais já vinham sendo dados. O principal deles é a ausência em agendas que poderiam servir para fazer o nome dele conhecido no interior e aproximá-lo de prefeitos. Outro, mais recente, foi a ausência dele no jantar de Lula (PT) com o PSB, domingo passado. O principal nome e não estava lá para conversar sobre a crucial aliança? Foi estranho.

O próprio Geraldo já se retirou

O principal sinal vinha sendo dado pelo próprio Geraldo. Por mais de uma vez ele enviou notas à imprensa afirmando que não seria candidato ao governo. Uma delas ao Blog de Jamildo, em junho deste ano. A questão, dentro do PSB, era acreditar que seria somente jogo de cena. Até poderia ser, caso ele estivesse andando pelo Estado ou conversando sobre alianças. Mas não está.

Possível nome do PSB circula em PE

Além dos quadros mais tradicionais do partido, de parlamentares e até do secretário da Casa Civil, José Neto, já citado aqui na coluna, internamente o PSB trabalha com o nome da secretária de Infraestrutura, Fernandha Batista, como alguém que pode disputar o Palácio em 2022. Há alguns dias ela intensificou a agenda pelo interior.

Água, estrada e emprego

A secretária, hoje, carrega três bandeiras de muita visibilidade: recursos hídricos, recuperação de estradas e o concurso do DER.

Mulheres para o governo

O nome dela deve ser ainda mais fortalecido para ser candidata pelo PSB se a oposição decidir lançar Raquel Lyra (PSDB), inclusive.

Também

A confirmação de que Geraldo não será candidato mexe bastante com a estratégia da oposição. Caso a escolha do PSB recaia sobre alguém que nunca teve cargo eletivo, como Fernandha ou Zé Neto, e não tem problemas específicos de gestão para serem explorados negativamente, muda tudo.

Os nomes

A negociação entre os pré-candidatos também pode se alterar. Hoje, Miguel Coelho (MDB), Raquel Lyra (PSDB) e Anderson Ferreira (PL) buscam convergência e uma estratégia para os palanques. A oposição tem também a possibilidade de contar com Clarissa Tércio (PSC).

 

 

Fonte: Jornal do Commercio

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