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Celpe eleva tarifa amanhã
28 de abril de 2014A conta de luz vai ficar mais salgada. Hoje, em reunião de diretoria a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) define o percentual de reajuste da energia elétrica para os pernambucanos. O encontro começa às 14h e o pedido de aumento da Celpe é o primeiro item a ser analisado. O reajuste deve começar a vigorar já amanhã. O reajuste dos pernambucanos deve ficar entre 11% e 18%, segundo especialistas do setor. Esses percentuais foram os reajustes concedidos as outras distribuidoras do Nordeste há cerca de 15 dias.
A Celpe pediu um reajuste médio de 18,13%. O percentual é quase três vezes a inflação oficial do País, que é medida pelo IPCA o qual apresentou uma variação de 5,68% nos últimos 12 meses.
O que mais está puxando o reajuste para cima foi a alta do preço da energia gerada pelas térmicas, que é mais cara do que a energia gerada pelas hidrelétricas.
O governo federal decidiu que os brasileiros iam consumir a energia das térmicas devido a escassez de chuvas no Sudeste, região que concentra 70% dos reservatórios das principais hidrelétricas do País.
"O novo aumento vai anular o efeito da Lei 12.783. Saiu uma coisa pela outra e o governo (federal) não tomou uma decisão para mexer na estrutura da tarifa", explica o integrante do Instituto Ilumina Nordeste, o engenheiro Antonio Feijó. Ele estava se referindo à redução da conta de energia prometida pela presidente Dilma Rousseff que entrou em vigor em janeiro do ano passado. Na época, foi anunciada uma redução de 16% na conta de energia. Em abril de 2013, a conta aumentou 0,79% para os clientes residenciais.
Agora, de uma única vez o reajuste pode chegar a 18%. Especialistas do setor dizem que a alta da conta vai continuar pelo menos por três a cinco anos até que os consumidores paguem todas as despesas extras geradas pela produção da energia térmica.
A mesma lei que deveria deixar a conta de energia mais barata para os consumidores finais, também deixou uma parte das distribuidoras sem a energia que comprariam de algumas geradoras que não aceitaram vender a energia mais barata, como o governo federal tinha estabelecido. Resultado: as distribuidoras ficaram sem uma parte da energia e tiveram que comprá-la justamente no momento em que o preço registrou a sua maior alta desde a época do racionamento de energia em 2001. O megawatt-hora (MWh) chegou a mais de R$ 800 em março último. No mesmo mês de 2013, a mesma quantidade de energia era comercializada por R$ 200.
Há especialistas apostando que a conta extra pelo uso das térmicas vai passar dos R$ 60 bilhões e os consumidores brasileiros passarão 10 anos pagando na sua conta de energia. Geralmente, a cada R$ 1 bilhão gasto a mais no setor elétrico corresponde a 1% de reajuste na conta de todos os brasileiros.
Fonte: Jornal do Commercio
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