Notícias
CCJ aprova divisão de tributos do e-commerce
16 de abril de 2015BRASÍLIA – A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou ontem a proposta de emenda à Constituição que divide entre os Estados a arrecadação com as vendas pela internet e por telefone. O texto ainda precisa passar pelo plenário do Senado para entrar em vigor.
O PMDB conseguiu aprovar mecanismo que vai acelerar a votação da PEC pelo plenário. A proposta terá uma tramitação especial e não vai precisar passar por três comissões do Senado, como é determinado pelas regras da Casa. A expectativa dos peemedebistas é que a proposta seja analisada pelo plenário nas próximas semanas. O objetivo do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), é promulgar a PEC até o meio deste ano.
A emenda estabelece que valor arrecadado do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) nas chamadas vendas não presenciais será dividido entre o Estado que abriga a empresa e o Estado onde mora o comprador.
Hoje a arrecadação do ICMS fica com o Estado onde está localizada a empresa que vende o produto, quando as mercadorias destinam-se a pessoas físicas, inclusive nas vendas feitas pela internet.
Relator da proposta, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) disse que há distorções no equilíbrio econômico entre os Estados com o crescimento das vendas online. O peemedebista considera que a maioria das lojas virtuais tem sede em poucos Estados, os mais ricos e desenvolvidos, o que impede aos demais dividirem a arrecadação com as vendas.
"A PEC procura reequilibrar essa relação, ordenando que parte dos recursos auferidos pelo recolhimento do ICMS seja canalizada para o Estado de destino, numa justa adequação à realidade dos fatos, que mostra tendência crescente de utilização do e-commerce nas mais diversas transações", afirmou. O PMDB defende que a PEC não sofra mudanças no Senado para evitar o retorno à Câmara para uma nova votação. A ideia é manter o texto aprovado pelos deputados.
Congressistas de São Paulo – Estado que tende a perder recursos com as novas regras – sempre resistiram à medida, aprovada pela Câmara em fevereiro deste ano. Após negociações com o Palácio dos Bandeirantes, ficou definida a aplicação progressiva da partilha da arrecadação, o que viabilizou a votação pelos deputados.
Pelo acordo, as novas regras entrarão em vigor gradualmente, em um prazo de cinco anos após a emenda ser promulgada. Os percentuais que ficarão na origem e aqueles que ficarão no destino variam de acordo com as alíquotas cobradas em cada Estado.
O comércio eletrônico movimentou R$ 35,8 bilhões no Brasil em 2014, segundo a consultoria E-bit.
Fonte: Jornal do Commercio
Notícias
Após decisão do STF, TJPR amplia e paga penduricalho a 91% dos magistrados
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou a concessão de penduricalhos a magistrados, a folha de pagamento do Tribunal de […]
Meta lança novo modelo de IA que permite a usuário baixar e personalizar a ferramenta
A Meta apresentou um novo modelo de inteligência artificial de código aberto, leve o suficiente para rodar em um único […]
Ministros do STF vetam revisão de cargos em novo cerco a penduricalhos
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicaram mais uma […]
MG: Justiça barra greve de auditores fiscais e fixa multa de R$ 50 mil
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu o início da greve dos auditores fiscais da Receita Estadual prevista […]