Notícias
Carro mais caro em 2014
6 de dezembro de 2013SÃO PAULO E RECIFE – A retomada do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e a introdução obrigatória de itens de segurança deixarão os carros mais caros a partir de 2014. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) estima que o efeito da tributação pode ter impacto de até 5,6% nos preços. "O governo ainda está discutindo qual será o percentual de repasse parcial do tributo. Dependo do salto, o carro pode ficar de 1,1% a 5,6% mais caro", afirma o presidente da Anfavea, Luiz Moan.
O imposto foi reduzido a zero para os carros populares em abril do ano passado. Neste ano, foi gradualmente recomposto e está em 2%. Em 2014, o IPI voltaria à alíquota original, de 7%, mas o governo já sinalizou que a retomada vai ser parcial.
Também pesará no preço dos carros a inclusão do ABS e do airbag, que passarão a ser obrigatórios. O custo adicional é estimado em R$ 1.000 por veículo.
O anúncio da elevação de preços tem como objetivo instigar o consumidor a ir às lojas em dezembro, o que poderia salvar o ano do setor, que fechou novembro com um volume de vendas acumulado 1,4% inferior ao do mesmo período de 2012. Os dados consideram apenas veículos de passeio e comerciais leves.
Para chegar na meta prevista pela entidade, de crescimento de 1% do setor no ano, as montadoras teriam de vender 430 mil unidades em dezembro. O recorde de vendas, 420 mil unidades, foi alcançado em agosto do ano passado, quando o mercado também vivia a expectativa de aumento do IPI, que acabou cancelado por decisão do governo.
Caso o plano falhe, esta será a primeira retração nas vendas desde 2003. No acumulado do ano, as vendas somam 3,2 milhões de unidades.
O diretor-executivo da GSE Automotiva, Luiz Fernando Fiore, aposta na permanência do IPI em um patamar baixo. Para ele, é preciso manter o fôlego das empresas nas vendas, enquanto as montadoras desenvolvem os produtos e avaliam como colocar em prática o InovarAuto, programa de benefícios fiscais em troca de exigências como menor consumo de combustível e percentual de nacionalização.
O tributarista Antônio Elmo Queiroz, do Queiroz Advogados, explica como a própria natureza do incentivo é temporária. "Voltar à alíquota cheia é algo que não deve acontecer. Apesar da atividade econômica não estar forte, todo incentivo é para ser dado pontualmente. Deve ocorrer como com os eletrodomésticos da linha branca e ter um retorno gradual, até como teste", afirma Queiroz.
Fonte: Jornal do Commercio
Notícias
Após decisão do STF, TJPR amplia e paga penduricalho a 91% dos magistrados
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou a concessão de penduricalhos a magistrados, a folha de pagamento do Tribunal de […]
Meta lança novo modelo de IA que permite a usuário baixar e personalizar a ferramenta
A Meta apresentou um novo modelo de inteligência artificial de código aberto, leve o suficiente para rodar em um único […]
Ministros do STF vetam revisão de cargos em novo cerco a penduricalhos
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicaram mais uma […]
MG: Justiça barra greve de auditores fiscais e fixa multa de R$ 50 mil
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu o início da greve dos auditores fiscais da Receita Estadual prevista […]