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Carga postal tem atraso de dez dias

14 de março de 2014

Após decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), determinada quarta-feira passada, os funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) que aderiram à greve voltam hoje às atividades. Para suprir a demanda de carga postal acumulada, o órgão informou que vai manter o ritmo de trabalho estabelecido desde o início da paralisação, quando foi implantando um plano para suprir a demanda. Em Pernambuco, 23% dos 3.900 empregados aderiram ao movimento. Na área de distribuição, a mais afetada, 55% dos carteiros (1.435) não trabalharam durante o período grevista. O órgão comunicou que a entrega de encomendas, malotes e telegramas está em dia. No entanto, está em atraso o equivalente a dez dias de carga postal. Como o setor de distribuição foi o mais afetado, o órgão montou um mutirão com os funcionários, que continuarão trabalhando nos finais de semana e em períodos de hora extra. Também há um esquema de realocação de trabalhadores para o esse setor.

"Os Correios funcionaram normalmente durante o período de paralisação parcial. Todas as agências permaneceram abertas com todos os serviços, inclusive o Sedex, disponíveis ? com exceção dos serviços de entrega com hora marcada em algumas localidades", informou o órgão, acrescentando que os funcionários que não aderiram à greve foram os operadores de triagem e transbordo, os agentes comerciais e a equipe administrativa que atua na sede do órgão, na Avenida Guararapes, bairro de Santo Antônio, Centro do Recife.

Ontem à tarde, um grupo de funcionários responsável pelo plano de continuidade da empresa se reuniu para iniciar um levantamento que vai contabilizar os dias que serão necessários para normalizar a distribuição.

Caso descumpram a decisão dos ministros da Seção Especializada em Dissídios Coletivos do TST, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) deve pagar multa diária no valor R$ 20 mil. Segundo o sindicato, a Fentect pretende recorrer ao Supremo Tribunal Federal, alegando descumprimento da cláusula 11 do dissídio coletivo de 2013.

A greve foi deflagrada no dia 29 de janeiro em protesto contra a gestão do novo plano de saúde, o Postal Saúde.

Os funcionários alegavam que o plano anterior, o CorreiosSaúde (gerido pelo próprio órgão), tinha um custo mais acessível.

Fonte: Jornal do Commercio

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