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Carga de tributos no País chega a 40% do PIB

7 de setembro de 2009

Colocando-se no grupo dos mais atingidos pela provável criação da CSS, os representantes da Fecomercio (Pernambuco e São Paulo) são bastante rigorosos quanto a criação do imposto. O secretário executivo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de PE, Jesus Ivandro Campos, lembra que o Brasil possui uma carga tributária correspondente a 40% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. “É claro que não podemos ser favoráveis a uma coisa dessa. O que a federação defende é que o País faça uma arrecadação dos gastos públicos de maneira bem planejada, investindo em infraestrutura. Toda vez que eles estão querendo dinheiro vêm buscar das empresas e do povo”, disparou.

Campos destaca que as companhias não aceitam o ônus de pagar novos impostos e terminam por descarregar o ônus na população. Do contrário, as empresas teriam seus custos onerados e perderiam a capacidade de concorrer no mercado mundial. “É mentira dizer que o dinheiro extra levará a priorizar áreas sociais. A gente não pode acreditar nisso”, bradou o secretário, acrescentando que um ambiente favorável para negócios tende a gerar um maior número de empregos.

A Fecomercio de São Paulo foi além e enviou um ofício às lideranças partidárias posicionando-se claramente contrária a “nova CPMF”. “A Federação entende que a nova contribuição é injusta por seu caráter regressivo e penaliza, sobretudo, as classes de menor renda. (…) A Contribuição Social para a Saúde (CSS) é de um simplismo que usa um fato pontual como a gripe suína, desconsiderando o exagero com despesas administrativas e gastos com pessoal”, diz a nota. A entidade se pronuncia com autoridade por representar 151 sindicatos patronais, que abrangem cerca de 600 mil empresas, num universo que corresponde a 10% do PIB brasileiro e gera em torno de cinco milhões de empregos.

Fonte: Folha de Pernambuco

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