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Câmara enterra de vez a reforma

25 de setembro de 2013
No dia em que, no discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU, a presidente Dilma Rousseff citou a reforma política como um dos pactos que seu governo teria feito para responder às manifestações de junho, o Congresso praticamente enterrou a última chance de haver qualquer tipo de mudança para as eleições de 2014. A proposta inicial de Dilma já havia sido escanteada e adormecida em um grupo de trabalho criticado pelo próprio PT. A alternativa criada pelos parlamentares, conhecida como minirreforma eleitoral, não chegava a ter alterações que fizessem diferença para o eleitor, mas tampouco seguiu em frente.
 
A reforma sonhada por Dilma poderia ter impacto na forma de votação em parlamentares, no tempo de mandato de políticos e na verba pública usada para financiar campanhas. O texto aprovado no Senado semana passada nem sequer passava perto de afetar o resultado do pleito. Porém, mesmo apenas limitando gastos com combustíveis usados em campanha, proibindo a pintura de muros com propaganda política e reduzindo a quantidade possível de contratação de cabos eleitorais, a chamada minirreforma subiu no telhado por falta de apoio. “Todo período pré-eleitoral alguém aparece com uma reforminha de conveniência, como essa, que não empolga, não tem apelo e ainda vem com malandragens”, argumenta o líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO).
 
Sem acordo
Para valer em 2014, a proposta precisaria passar pela Câmara nesta semana e ser sancionada pela presidente até 5 de outubro. Ontem, sem acordo, o texto nem chegou a entrar na pauta porque não havia assinaturas suficientes para que tramitasse com a urgência necessária. As chances de o jogo virar ainda hoje são próximas de zero. O PT agiu para enterrar a proposta.
 
Na terça-feira, o PT divulgou uma resolução em que “orienta” as bancadas na Câmara e no Senado a obstruírem qualquer votação sobre a minirreforma e “manifesta-se contrariamente” a ela e “ao conteúdo até então aprovado no Grupo de Trabalho da Reforma”, presidida pelo deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). 

Fonte: Diario de Pernambuco

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