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Cai taxa de desemprego na RMR

25 de setembro de 2008


 

 

LUCIANA MOROSINI

 

A taxa de desemprego na Região Metropolitana do Recife (RMR) caiu de 21,6%, em julho, para 21,3%, em agosto, de acordo com a pesquisa realizada pela agência Condepe/Fidem em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada ontem. Apesar do decréscimo, a RMR foi a região que apresentou o índice mais elevado dentre as seis analisadas – Distrito Federal, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e São Paulo. O desemprego nas áreas pesquisadas atingiu 14,5% em agosto, o menor índice para este mês desde 1998, início da série histórica.

O declínio da taxa de desemprego na RMR se deve à redução da taxa de desemprego aberto, que passou de 13,4% para 13%, já que a taxa de desemprego oculto cresceu de 8,2% para 8,3%. Ainda assim, o índice é considerado elevado e o principal fator é o crescimento no número de pessoas que passou a procurar emprego. “Por Pernambuco estar vivendo um crescimento na área de investimentos, a pressão de oferta é maior do que a demanda”, disse o gestor de Estudos e Pesquisas da Agência Condepe/Fidem, Rodolfo Guimarães.

Se comparado com agosto de 2007, o incremento no nível de ocupação foi de 6,8%, com a geração de 87 mil ocupações. Mas a oferta foi superior em 9,2%. Em relação a julho deste ano, foram geradas 14 mil ocupações e o ingresso de pessoas no mercado foi de 12 mil pessoas, reduzindo em 2 mil o número de desempregados. O setor que mais cresceu foi o da indústria, com variação de 5,4%, seguido de serviços (2,3%). Construção civil e comércio mostraram retração, de 4,8% e 2,7%, respectivamente.

Desde junho, a taxa de ocupação vem aumentando de forma acelerada e a tendência é que ela continue crescendo. “Nesta época, tem o aquecimento do comércio com as festas de fim de ano, no setor sucroalcooleiro começa a moagem do açúcar e, neste ano, ainda têm as eleições”, explicou o diretor de Produção de Informações, Estudos e Pesquisas da Agência Condepe/Fidem, Maurílio Soares de Lima.

Já em relação aos rendimentos, os números se mostraram negativos. Entre junho e julho de 2008, houve redução de 1,8% do rendimento real médio dos ocupados, de 1,9% dos assalariados e de 1,2% dos trabalhadores autônomos. Em termos monetários, o rendimento dos ocupados passou a corresponder a R$ 717, o dos assalariados, a R$ 793, e o dos autônomos, R$ 497.

Fonte: Folha de Pernambuco

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