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Cai investimento com recursos próprios

1 de dezembro de 2007

 

Os investimentos com recursos do Tesouro feitos pelo governo do Estado, de janeiro a outubro deste ano, estão menor do que o realizado no mesmo período do ano passado. O valor caiu de R$ 274 milhões para R$ 167 milhões. Lincoln Santa Cruz, secretário-executivo do Tesouro Estadual, pondera que é difícil comparar um primeiro ano de governo com o último ano de uma administração anterior. “É natural que o valor do ano passado fosse maior. Quando se assume um governo, é preciso tomar pé da situação financeira do Estado, tomar um conjunto de ações para regularizar o que precisa, definir um plano de ação estratégico, buscar obras, fazer o plano executivo, solicitar processo licitatório…”, enumera. No próximo ano, porém, Santa Cruz acredita que o valor dos investimentos vai subir. “Deve ser bem maior”, afirma.

O valor gasto com pagamento de juros e amortizações da dívida também caiu. Até outubro do ano passado, o governo pagou R$ 235 milhões em juros, contra R$ 224 milhões deste ano. A amortização caiu de R$ 382 milhões para R$ 338 milhões. “O pagamento da dívida foi menor porque houve queda do dólar – e temos contratos externos – e do IPCA”. O Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) corrige valor de contratos. A dívida consolidada, porém, encolheu. Era de R$ 4,98 bilhões no final do ano passado e agora está em R$ 4,75 bilhões. Ou seja, o Estado se beneficiou com a valorização do real e com o controle da inflação.

A economia feita pelo governo para pagamento da dívida – o resultado primário – está muito acima do obtido no ano passado e da meta acertada com o Tesouro Nacional para o exercício atual. No acumulado até outubro, o superávit primário foi de R$ 1,49 bilhão. No mesmo período do ano passado, a rubrica foi de R$ 945 milhões. Uma variação de 15%. A meta acertada para este ano é de R$ 410 milhões.

Devemos chegar a um valor maior do que a meta”, estima Lincoln Santa Cruz. Mas o secretário volta a argumentar que os superávits obtidos até outubro deste ano deverão ser menores do que o apurado no final do ano por causa de despesas que ainda devem ser computadas. “Precisamos de recursos de contrapartida para as operações de crédito e convênio”, acrescenta.

Fonte: Jornal do Commercio

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