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BRT não anda e os tapumes são furtados

20 de maio de 2014

Nem os tapumes que cercavam dois canteiros de obras do corredor de BRT (ônibus de trânsito rápido) Norte-Sul, na Avenida Agamenon Magalhães, área central do Recife, escaparam dos saques registrados durante a greve da Polícia Militar. Roubados na última sexta-feira (15), mais de seis meses depois de instalados, eles deixaram à mostra o que já se sabia: no lugar de onde deveria haver obra, muito mato.

O projeto do ramal – que prevê a construção de nove estações, uma passarela e ampliação dos dois viadutos sobre a Avenida João de Barros – aguarda aprovação da Caixa Econômica Federal (CEF) há 11 meses. O órgão ficou de se pronunciar até o final deste mês. Só assim, os R$ 96 milhões solicitados pelo PAC Grandes Cidades poderão ser liberados. A contrapartida do Estado, de R$ 2,54 milhões, já foi aplicada na elaboração dos projetos executivos do alargamento dos viadutos e da passarela.

"Não há como dar previsão de início de obra, pois dependemos da aprovação do projeto e liberação dos recursos, mas, depois de ela começar, deverá ser concluída em 18 meses", afirma o secretário executivo de Mobilidade de Pernambuco, Gustavo Gurgel. O ramal foi projetado com 4,7 quilômetros, entre o Shopping Tacaruna e o Terminal Integrado Joana Bezerra,

Embora não tenha data para começar, os canteiros de obra que tiveram os tapumes roubados serão recompostos. "A liberação desses espaços precisou de um processo de licenciamento e teríamos de começar tudo de novo, então já acionamos a empresa para reinstala-los", explicou Gurgel.

Nos locais, além do mato que se espalha, há muitos pregos enferrujados expostos em pedaços de madeira. Moradores reclamam que os canteiros abandonados servem de abrigo para uso de drogas. E sugerem outros projetos para a área.

"Isso aqui deveria ser uma praça. As crianças brincavam, era tudo limpinho, agora tá assim, abandonado, sujo. Minha namorada também pensava em uma biblioteca aberta para as crianças do bairro, mas isso fica aí fechado, feio", afirma o estudante John Lennon, de 24 anos.

Segundo ele, os tapumes foram levados em um período de três horas. "Faltou energia às 17h e às 20h já não tinha mais nada. Parecia uma feira isso aqui. Teve gente vendendo cinco tapumes por R$ 20".

Fonte: Jornal do Commercio

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