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Brasil levará 18 anos para alcançar média mundial

23 de setembro de 2008

 

RIO DE JANEIRO (ABr) – Embora a desigualdade da distribuição de renda no Brasil esteja em queda, tendo recuado 7% nos últimos seis anos, ainda faltam pelo menos 18 anos para o País se alinhar à média da desigualdade mundial, conforme o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). A taxa de redução da desigualdade no Brasil é considerada uma das mais aceleradas do mundo, mas não suficiente, segundo o pesquisador Ricardo Paes de Barros, para colocar o País na média mundial.  “A nossa desigualdade é imensa. Mas, na velocidade que vamos, para fazer ela chegar à desigualdade registrada no mundo, ainda temos que repetir o nosso desempenho dos últimos seis anos. São três vezes, ou seja, 18 anos”, afirmou.

“Estamos 24 anos atrasados, já tiramos seis”. Segundo Barros, os programas assistenciais como o Bolsa Família, além dos benefícios da previdência, não são saídas capazes de dar fim ao problema. “É preciso uma política que dê oportunidade de aproveitar o potencial produtivo do cidadão, para que ele gere renda e saia da pobreza por seus próprios meios”. 
De acordo com o Ipea, dentre 74 países sobre os quais há informações a respeito da evolução do coeficiente Gini (índice que mede a diferença entre os mais ricos e os mais pobres do País), menos de 25% conseguiram reduzir a desigualdade no mesmo ritmo que o Brasil (7%). O progresso, no entanto, só fez o País subir cinco posições no ranking da desigualdade social, composto por 126 países. Assim, 113 países apresentam distribuição de renda menos concentrada que a do Brasil, embora 62% deles tenham renda per capita menor do que a brasileira. 

Fonte: Folha de Pernambuco

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