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Brasil está pronto para enfrentar os impactos da Guerra, diz Guedes

16 de março de 2022

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira que o Brasil já “se levantou” do combate à pandemia e está preparado para enfrentar os impactos da guerra entre Ucrânia e Rússia.

Ao comentar as medidas do governo contra a crise sanitária e o estado das contas públicas, Guedes cometeu uma gafe e afirmou que o país estaria preparado se vier uma “segunda guerra mundial”.

— Nós estamos com déficit zerado. Estamos prontos para outra briga, se vier segunda guerra mundial, estamos prontos de novo. Vamos expandir de novo porque estamos com déficit zerado — disse.

Depois de seu discurso, o ministro se aproximou do local da imprensa no Palácio do Planalto para explicar sua fala. Segundo Guedes, ele se referia a dois eventos mundiais, a pandemia e a guerra na Ucrânia, que têm elevado o preço de combustíveis aqui no Brasil.

 

O ministro afirmou que lamenta a tragédia, que está “entristecido” e ressaltou que o Brasil já votou contra a invasão na Organização das Nações Unidas (ONU).

— Não estou falando de segunda guerra mundial. Falei, olha, teve guerra que foi a pandemia, uma guerra sanitária mundial e agora tem a segunda, que foi Ucrânia com a Rússia. Isso subiu os combustíveis, subiu os fertilizantes e isso nos atinge. Eu quis dizer, se houver essa guerra no petróleo, guerra do grão, os grãos, petróleo, fertilizantes, vamos estar preparados para reagir — disse.

Durante o discurso, Guedes afirmou que os mecanismos criados durante a pandemia, como a PEC Emergencial, dão ferramentas para o governo atuar se for necessário.

— Estamos prontos, temos protocolo de guerra todo preparado, temos PEC Emergencial, temos botão de emergência, temos exceção ao teto se for preciso. Estamos preparados para qualquer guerra e temos um comandante que é determinado e uma equipe preparada para o combate — afirmou.

Petróleo

Sobre o preço dos combustíveis, Guedes disse que o governo, junto com o Congresso, teve uma reação “à altura” e conseguiu atenuar o impacto da alta para a população.

— Conseguimos atenuar em dois terços o primeiro impacto, então chegou a primeira onda, o impacto seria de R$ 0,90, R$ 0,60 nós absorvemos, governos estaduais de um lado, federal do outro — disse.

Fonte: O Globo

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