Notícias
Brasil e EUA contra a bitributação
14 de outubro de 2007
BRASÍLIA – Brasil e Estados Unidos deverão chegar a um acordo, até maio de 2008, para eliminar a dupla tributação sofrida pelas empresas que atuam nos dois países. Esse foi o entendimento a que chegaram representantes dos governos e os 19 presidentes das maiores empresas dos dois países, que participaram do Fórum de CEOs Brasil-Estados Unidos. Os executivos também foram recebidos em jantar pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Uma questão importante é a bitributação”, disse a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. “As empresas têm duas estruturas tributárias incidindo sobre elas.” O presidente da Coteminas, Josué Gomes da Silva, explicou que o lucro obtido por uma empresa brasileira que atue nos Estados Unidos é tributado lá e cá, o mesmo ocorrendo com uma firma americana que atue no Brasil. Isso, explicou, cria problemas para a distribuição de dividendos. “Os Estados Unidos têm um sistema tributário complexo e o Brasil também tem um cipoal burocrático”, comentou. “A recomendação é que se busque harmonizar”.
Não há grandes obstáculos a um entendimento para eliminar essa trava ao crescimento dos negócios nos dois países, segundo avaliaram os participantes do Fórum. Os empresários brasileiros e americanos não discordaram quanto às medidas a serem recomendadas aos dois governos, como mais estímulos à inovação tecnológica e ao empreendedorismo, qualificação da mão-de-obra e outros. “Há, porém, um ponto onde os entendimentos podem avançar mais lentamente”, disse Silva. Trata-se do acordo de proteção aos investimentos.
As garantias exigidas pelos Estados Unidos para proteger os ativos das empresas americanas no Brasil esbarra em obstáculos como a lentidão do Judiciário. “Brasil e Estados Unidos são países soberanos, com seus sistemas legais existentes, são Estados democráticos de direito e têm poderes Judiciários que funcionam”, disse. “O problema é, às vezes, a lentidão da prestação jurisdicional.” Os executivos sugeriram o uso mais intensivo da arbitragem, que permitiria acordos mais rápidos do que num processo judicial. “É uma sugestão”, explicou o executivo. “Aí fica uma possibilidade que talvez não possa ser implementada tão rapidamente a ponto de termos um tratado de proteção ao investimento no curto prazo.”
Fonte: Jornal do Commercio
Notícias
Após decisão do STF, TJPR amplia e paga penduricalho a 91% dos magistrados
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou a concessão de penduricalhos a magistrados, a folha de pagamento do Tribunal de […]
Meta lança novo modelo de IA que permite a usuário baixar e personalizar a ferramenta
A Meta apresentou um novo modelo de inteligência artificial de código aberto, leve o suficiente para rodar em um único […]
Ministros do STF vetam revisão de cargos em novo cerco a penduricalhos
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicaram mais uma […]
MG: Justiça barra greve de auditores fiscais e fixa multa de R$ 50 mil
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu o início da greve dos auditores fiscais da Receita Estadual prevista […]