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Bolsonaro pede a liberação das vias

9 de setembro de 2021

O Ministério de Infraestrutura informou ontem que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) atuou para desmobilizar bloqueios de estradas realizados por caminhoneiros em 12 estados. A previsão, segundo nota da pasta, era garantir o livre fluxo nas rodovias, com o fim das mobilizações na madrugada desta quinta-feira (9). Os bloqueios começaram durante as manifestações do 7 de Setembro, convocadas pelo presidente Jair Bolsonaro. À noite, o chefe do Planalto, enviou um áudio para os caminhoneiros pedindo que eles liberassem as estradas.

“Ao todo, já foram debeladas 117 ocorrências com concentração de populares e tentativas de bloqueio total ou parcial de rodovias durante as últimas horas”, afirmou o ministério.

A pasta informou ainda que os atos não são organizados por qualquer entidade setorial do transporte rodoviário de cargas e que a composição das mobilizações é heterogênea.

Na noite de ontem, em áudio enviado a grupos de caminhoneiros, o presidente tentou reverte a situação de paralisação.

“Fala para os caminhoneiros aí, que são nossos aliados, mas esses bloqueios atrapalham a nossa economia. Isso provoca desabastecimento, inflação e prejudica todo mundo, em especial, os mais pobres. Então, dá um toque no caras aí, se for possível, para liberar, está ok? Para a gente seguir a normalidade”, disse Bolsonaro.

Em outro momento do áudio, Bolsonaro afirma que vai negociar com autoridades de Brasília. “Deixa com a gente em Brasília aqui e agora. Mas não é fácil negociar e conversar por aqui com autoridades. Não é fácil. Mas a gente vai fazer a nossa parte aqui e vamos buscar uma solução para isso, tá ok? E aproveita, em meu nome, dá um abraço em todos os caminhoneiros. Valeu”, afirmou.

Após o áudio do presidente, o ministro Tarcísio de Freitas confirmou a veracidade da mensagem e completou: “mostra a preocupação do presidente com a paralisação, que ia impactar os mais pobres”.

Freitas disse que não dá para “tentar resolver um problema criando outro. Vamos confiar no diálogo”, pediu.

Os bloqueios realizados pelos caminhoneiros já preocupavam ontem distribuidoras de combustíveis que temem o desabastecimento dos mercados, sobretudo no Sul do País. A situação mais crítica ontem era em Santa Catarina, mas também em Mato Grosso.

Um dos líderes do movimento intitulado de Caminhoneiros Patriotas, Francisco Burgardt, conhecido como Chicão Caminhoneiro, disse que entregará um documento ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), pedindo a destituição de ministros do Supremo Tribunal Federal.

Para Alfredo Pinheiro Ramos, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicombustíveis-PE), não há risco de desabastecimento de combustível em postos de gasolina no Estado até então.

“A gente está entendendo que isso (desabastecimento) não vai acontecer, mas estamos em alerta. Estamos monitorando a situação. Aqui em Pernambuco, até as 20h, não havia isso”, afirmou Alfredo.

De acordo com o presidente do Sindicombustíveis, áudios e vídeos alertando para a falta de combustíveis não condizem com a realidade. “As filas que têm são para o abastecimento de gás natural. Se você andar pelo Recife, você não vai encontrar fila para abastecer”, disse antes do registro de grandes filas ao fim da noite.

Em toda a Região Metropolitana, postos registraram grande procura de motoristas, temendo falta de combustível, como aconteceu na greve de 2018.

PERNAMBUCO

Em Pernambuco, os manifestantes bloquearam, parcialmente, os dois sentidos da BR-101, em Igarassu, Grande Recife. Segundo a PRF, o ato teve início às 16h30 e foi encerrado às 19h16. No fim da noite, eles voltaram a bloquear a via. De acordo com os policiais, a reivindicação era o preço dos combustíveis e implantação do voto impresso.

Também houve um bloqueio parcial no km 83 da BR-408, em Paudalho, Zona da Mata.

Fonte: Jornal do Commercio

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