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Bolsa desaba. Dólar sobe

22 de outubro de 2014

Nem mesmo o forte desempenho das Bolsas internacionais foi capaz de aliviar o mau humor na Bovespa ontem, após pesquisas eleitorais indicarem vantagem da presidente Dilma Rousseff para o segundo turno das eleições. O Ibovespa fechou em queda pela segunda sessão consecutiva, no menor nível desde o dia 5 de junho, conduzido pelas perdas das ações das empresas estatais e de bancos.

No fim do dia, o Ibovespa recuou 3,44%, aos 52.432,43 pontos. O volume de negócios somou R$ 11,980 bilhões. Na máxima do dia, a Bolsa atingiu 54.300 pontos (estável) e na mínima, 51.922 pontos (-4,38%). No ano, a Bovespa acumula alta de 1,80% e no mês de outubro, queda de 3,11%.

A sondagem Datafolha mostrou Dilma com 52% dos votos válidos, de 49% no levantamento anterior, enquanto Aécio caiu para 48%, de 51%.

Os resultados das sondagens pressionaram as ações das empresas estatais e do setor financeiro. Petrobras ON e Petrobras PN recuaram 5,43% e 6,92%, respectivamente. A agência de classificação de risco Moody"s anunciou após o fechamento dos negócios o rebaixamento do rating da produtora de petróleo para Baa2.

Eletrobras ON (-7,09%) e Eletrobras PNB (-7,88%). Bradesco ON (-5,07%), Banco do Brasil (-6,77%) e Itaú Unibanco (-5,02%). Entre os destaques positivos da sessão estavam os papéis de empresas exportadoras. Embraer subiu 2,09% e Fibria avançou 2,99%. As ações da Vale também avançaram: +1,56% (ON) e +1,05% (PNA).

CÂMBIO

O dólar terminou a sessão de ontem em alta, também após a pesquisa eleitoral do Datafolha. A moeda americana chegou a se aproximar dos R$ 2,50 pela manhã, à medida que os investidores reagiam às pesquisas de intenção de voto. No entanto, a moeda perdeu força ao longo do dia, com exportadores aproveitando as cotações mais altas para vender a divisa e especuladores eliminando excessos nas cotações. No fim da sessão, o dólar subiu 0,49%, a R$ 2,4740, no balcão.

Outro fator que contribuiu com a tensão nos mercados ontem foi a China. A economia chinesa cresceu 7,3% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com igual período do ano passado.

O resultado marcou a menor taxa de expansão do país desde o primeiro trimestre de 2009 e também mostrou desaceleração ante o segundo trimestre, quando a economia avançou a um ritmo anual de 7,5%.Apesar disso, o esfriamento foi menos intenso que o esperado pelos analistas, já que prevalecia a expectativa de avanço de 7,2%.

Fonte: Jornal do Commercio

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