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BC vê espaço para corte de juros

7 de setembro de 2016

O Banco Central mudou ontem a análise da economia brasileira e, segundo analistas do mercado financeiro, deixou o caminho aberto para o corte dos juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no mês que vem. A ata do último encontro, que aconteceu na semana passada e manteve os juros básicos da economia em 14,25% pela nona vez seguida, diz que a atividade já dá sinais de recuperação e, principalmente, tirou o peso dado antes para a pendente aprovação do pacote de ajuste fiscal pelo Congresso Nacional, para que os juros possam voltar a cair.

Antes, o BC deu a entender que condicionava um afrouxamento da política monetária ao aval do Legislativo ao controle dos gastos públicos. Agora, o BC deixou claro que o corte de juros não depende unicamente da aprovação das medidas de ajuste.

O economista Alberto Ramos, do Goldman Sachs, avalia que há uma mudança de postura no Copom, que se mostrou mais satisfeito agora do que na ata anterior com o ritmo de queda da inflação no Brasil. Ramos também acredita que a queda de juros poderá ocorrer já em outubro, desde que "haja uma melhora no balanço de riscos" avaliados pelo Copom.

O BC esclareceu que é necessária uma combinação de três fatores para os juros começarem a cair: que a persistência dos efeitos do choque de alimentos na inflação seja limitada, que os componentes do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica indiquem desinflação em velocidade adequada, e que ocorra redução da incerteza sobre a aprovação e a implementação dos ajustes necessários na economia, incluindo a composição das medidas de ajuste fiscal, e seus respectivos impactos sobre a inflação.

No entanto, o corte não depende exclusivamente do ajuste fiscal: "O Comitê avaliará a evolução da combinação desses fatores. O Comitê antecipa que a avaliação dos impactos da evolução desses fatores sobre as perspectivas para a inflação envolverá julgamentos sobre as evidências disponíveis", diz a ata.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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