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BC intervém e dólar vai a R$ 3,23

2 de julho de 2016

O dólar comercial encerrou o pregão de ontem em alta frente ao real, refletindo a decisão do Banco Central(BC) de voltar a intervir no mercado de câmbio. A divisa americana subiu 0,59% e terminou negociada a R$ 3,23 na venda, depois de três sessões de baixa. 

Na máxima do dia, o dólar chegou a R$ 3,249 e na mínima recuou a R$ 3,198. No exterior, o dólar spot, que acompanha o desempenho da divisa frente a uma cesta de dez moedas, desvalorizou-se 0,51%. Na semana, a moeda americana perdeu 4,3% de seu valor frente ao real e no ano recua 18,1%. 

Na Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa, índice de referência do mercado de ações brasileiro, fechou pelo quarto dia em alta com ganho de 1,37% aos 52.233 pontos e volume negociado de R$ 7,3 bilhões. A Bovespa seguiu as Bolsas do exterior, que também subiram ontem. Na semana, o Ibovespa se valorizou 4,2% e no ano sobe 20,49%. 

"A Bolsa brasileira acompanhou o movimento dos pregões no exterior e as notícias corporativas, envolvendo Kroton, Estácio, JBS e Gol divulgadas ontem", explicou Luiz Roberto Monteiro, operador de Bolsa da corretora Renascença. 

Depois de um mês e meio, o Banco Central voltou a intervir no câmbio e ofertou dez mil contratos de swap cambial reverso, totalizando US$ 500 milhões. Trata¬se de uma operação que equivale a uma compra de dólares no mercado futuro, o que evita uma depreciação maior da divisa americana. Foi a primeira intervenção feita na gestão do novo presidente do BC, Illan Goldfajn, e todo o lote oferecido no leilão foi vendido. 

Em entrevista ao Valor Pro, o presidente do BC disse que pode "utilizar a janela de oportunidade do câmbio" para reduzir seu estoque de swaps cambiais. 

"O mercado ficou decepcionado com a oferta de apenas dez mil contratos de swap reverso, considerada pouco expressiva. Mas o dólar subiu com a sinalização de que, pelo menos agora, existe um piso informal de R$ 3,20. A entrevista do presidente do BC também contribuiu para a alta do dólar, já que o BC deverá aproveitar o dólar enfraquecido para reduzir seu estoque de swaps", comentou João Paulo de Gracia Corrêa, superintendente de câmbio da corretora SLW. 

O dólar se desvalorizou 11% em junho, a maior queda percentual em um mês desde abril de 2003. Depois das primeiras declarações de Goldfajn dizendo que o "câmbio é flutuante", o mercado interpretou que não haveria piso para a moeda. No entanto, um dólar muito baixo prejudica as exportações brasileiras.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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