Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

Notícias

BC eleva taxa de juros a 8,5%

11 de julho de 2013
SÃO PAULO e BRASÍLIA – O Banco Central (BC) elevou ontem o juro básico da economia brasileira, a taxa Selic, em 0,50 ponto percentual, para 8,5% ao ano. É a terceira alta seguida da taxa. A decisão foi unânime. O aumento confirmou a principal aposta dos economistas, baseada no atual cenário de pressão dos preços. O resultado da inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, que, em 12 meses, ficou acima do teto da meta do governo, reforçou a percepção de que a Selic subiria mais.

O IPCA ficou em 6,7% no período, enquanto o teto da meta do governo é 6,5% (o centro da meta é 4,5%). Neste ano, o teto já tinha sido ultrapassado em março, quando o índice em 12 meses ficou em 6,59%. A elevação dos juros é um instrumento usado pelo governo para conter o consumo, uma vez que o crédito (tanto empréstimos em instituições financeiras quanto parcelamentos em lojas, por exemplo) fica mais caro. E, com menos demanda, a inflação tende a ceder.

 
Fernando Genta, economista-chefe da MCM Consultores, estava entre os que apostavam em aumento de 0,50 ponto percentual da Selic ontem. O especialista destaca que, embora a produção industrial do País esteja ruim, o que poderia arrefecer o ritmo de alta do juro básico, o IPCA em 12 meses acima da meta deu sustentação para a continuidade do aperto monetário.
 
Já Maurício Molan, economista do banco Santander, projeta a taxa em 9% ao ano em dezembro, mas também esperava aumento para 8,5% ao ano ontem. A última ata do Copom indicou uma mudança tanto na avaliação como na estratégia da autoridade monetária. "Recentemente, a prioridade parece estar voltada totalmente ao controle da inflação, mesmo à custa de um menor crescimento econômico", diz.
 
POUPANÇA
Com o aumento da Selic, o rendimento da caderneta de poupança será elevado em 0,02 ponto percentual, de atuais 0,4555% ao mês para 0,4828% mais a variação da Taxa de Referência (TR), que hoje corresponde a zero. Os percentuais de reajuste da poupança equivalem a 70% da Selic para depósitos a partir de 4 de maio de 2012. É que no final daquele mês, no dia 30, o Copom reduziu a Selic de 9% para 8,5% ao ano. Ou seja, abaixo de 8,75%, patamar que mantém a atratividade dos fundos financeiros.
 
Para os depósitos feitos até 3 de maio de 2012, a poupança continua a pagar 0,50% ao mês mais a TR. A remuneração pode voltar a valer para todas as poupança, a partir de agosto, se a Selic voltar a uma taxa anual igual ou superior a 8,75% ao ano. 

Fonte: Jornal do Commercio

Notícias