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BC alerta para os riscos da crise

20 de junho de 2017

A crise política pode não apenas frear a retomada do crescimento econômico como evitar uma queda estrutural das taxas de juros no País e estimular a alta da inflação. A avaliação foi feita pelo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, durante um encontro com investidores institucionais do Bradesco. Segundo ele, a saída é tocar as reformas econômicas.

"É necessário acompanhar possíveis impactos do aumento de incerteza recente sobre a trajetória prospectiva da inflação." Ele explicou que a manutenção por tempo prolongado de níveis de incerteza levados sobre a evolução das reformas pode ter impacto negativo sobre a atividade econômica.

Isso poderia ajudar o controle da inflação. No entanto, há outros riscos para os preços: as estimativas da taxa de juros estrutural (juro neutro que não alimenta e nem controla a inflação) poderiam não cair como esperado anteriormente e o dólar poderia subir ainda mais por causa da turbulência.

"Existe também a possibilidade que os efeitos acima se anulem e a trajetória prospectiva seja equivalente a trajetória vigente anteriormente", ressaltou o presidente da autoridade monetária. "De forma geral, as projeções condicionais do Copom hoje envolvem maior grau de incerteza." Segundo Ilan, o fator de risco principal é o aumento de incerteza sobre a velocidade do processo de reformas e de ajustes na economia. No entanto, ele lembrou ainda que o cenário externo, apesar de favorável no momento, apresenta considerável grau de incerteza e pode dificultar o processo de desinflação.

Ele ressaltou que o Banco Central tem comunicado a racionalidade econômica que guia suas decisões e que isso contribui para aumentar a transparência e melhorar a comunicação do Copom.

"Com expectativas de inflação ancoradas, projeções de inflação em torno da meta para 2018 e um pouco abaixo da meta para 2017, e elevado grau de ociosidade na economia, o cenário prescreve a continuidade do ciclo de distensão da política monetária, já considerando os atuais riscos em torno do cenário e as estimativas de extensão do ciclo."

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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