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Banco Central quer elevar corte dos juros

19 de abril de 2017

A ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgada ontem, deixou a porta aberta para a intensificação dos cortes de juros no Brasil nos próximos meses. Embora tenha reduzido a Selic (taxa básica da economia) em 1 ponto percentual na semana passada, para 11,25% ao ano, o BC avalia que a conjuntura atual já permitiria cortes maiores.

No cenário favorável estão a inflação sob controle e a atividade em recuperação. No texto, contudo, o Copom justificou o corte de apenas 1 ponto percentual lembrando da "continuidade das incertezas" e dos "fatores de risco que ainda pairam sobre a economia".

Entre os riscos, o BC citou a Reforma da Previdência, que é considerada fundamental para a sustentabilidade das contas públicas. "Esse processo pode ser longo e envolve incertezas", afirmaram os diretores do BC. Para eles, as reformas e os ajustes são importantes para garantir a queda da inflação e, em paralelo, a baixa da Selic.

ITAÚ 
A economia brasileira está em processo de recuperação, mas ainda lenta, afirmou o presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, durante evento do banco, em São Paulo.

Ele diz "questionar muito" a expectativa de crescimento de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano que vem compartilhada por Mário Mesquita, economista-chefe do banco. "Acho que vamos nos recuperar muito lentamente em função de muitas dificuldades que as empresas ainda enfrentam. O nível de emprego também está se recuperando lentamente".

A queda da taxa de juros, por exemplo, ainda não se traduziu em uma expansão do crédito, afirmou. Ainda assim, ele acredita que o indicador deve crescer neste ano.

Para o presidente do Itaú Unibanco, a perspectiva de inflação abaixo da meta em 2017 abre uma "oportunidade única" para reduzir a meta de 4,5% para 4%, chegando a 3%, 3,5% no futuro. Nesse cenário, as taxas de juros poderiam cair substancialmente. Setubal diz que inflação e juros altos são um problema que o Plano Real, apesar de seus sucessos, não conseguiu resolver.

Ele criticou a política levada a cabo durante os governos petistas de tentativa de impulsionar a economia via expansão do crédito subsidiado nos bancos públicos. "Não funcionou, essas coisas muito artificiais sozinhas não resolvem o problema. Não tem como manter a expansão do PIB só com base na expansão do crédito, isso é uma ilusão", afirmou.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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