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Bancários mantêm greve
4 de outubro de 2006
O comando nacional de greve dos bancários rejeitou a nova proposta apresentada ontem pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A greve por tempo indeterminado da categoria deve crescer em todo o País a partir de amanhã. Desde ontem, funcionários de 14 Estados já estavam parados. Um dia antes, na última segunda-feira, o movimento atingia dez Estados.
Em reunião iniciada às 15h de ontem, em São Paulo, a Fenaban apresentou proposta de reajuste salarial de 2,85%. Esse percentual representa o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 1º de setembro de 2005 a 30 de agosto deste ano. Na proposta apresentada na semana passada pela Federação, o reajuste era de 2%.
Os bancos mantiveram a oferta encaminhada na semana passada relativa à Participação nos Lucros e Resultados (PLR). No caso, os empregados teriam 80% do salário mais o valor fixo de R$ 823, limitado a R$ 5.462. A modificação realizada nesse item foi referente ao pagamento de uma parcela adicional condicionada a uma meta específica de lucratividade. Inicialmente, os bancos propuseram conceder também uma parcela de R$ 500 se obtivessem um lucro de 25% entre os resultados de 2005 e 2006. Ontem, as instituições financeiras resolveram ampliar esse valor para R$ 700 e reduzir a meta para um crescimento de 20% nos lucros.
Em Pernambuco, os bancários estão parados desde a terça-feira da semana passada. Em assembléia realizada ontem, a categoria resolveu manter o movimento, sem perspectivas de retorno. Os funcionários também planejam realizar uma caminhada pelo Centro do Recife amanhã, quando há perspectiva de uma adesão geral ao movimento em todo o País. Até o momento, estão em greve funcionários do Rio de Janeiro (capital), Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Pernambuco, Salvador e região, Sergipe, Florianópolis, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Piauí e Bauru (SP).
Marlos Guedes, presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, explica que a adesão no Estado é forte, sobretudo nos bancos oficiais. Os terminais eletrônicos estão sendo liberados ao atendimento na maior parte das agências. Outras fecham completamente. Nos bancos privados, o movimento atinge entre 20 e 30 agências por dia, pois as empresas conseguem liminares na Justiça para ficarem abertas. Guedes disse que a Polícia Militar (PM) tentou abrir duas agências fechadas ontem, uma privada e uma pública, situadas na Avenida Conde da Boa Vista (Centro). De acordo com Guedes, a Polícia chegou com a sirene ligada e com metralhadoras.
A assessoria de imprensa da PM foi procurada no final da tarde de ontem, mas afirmou não ter informações sobre os dois casos.
Fonte: Jornal do Commercio
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