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Bancários e Fenaban retomam negociação

9 de setembro de 2016

A greve dos bancários, que vem paralisando o atendimento em todo o Brasil, vai para a mesa de negociação hoje. O rumo do movimento será avaliado em mais uma reunião entre a categoria e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O encontro acontece às 11h em São Paulo e foi convocado pelos próprios bancos já no primeiro dia da greve. Para os bancários, o interesse em retomar a conversa que estava parada por conta do impasse acerca do reajuste anual é fruto da força do movimento.

De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a greve já começou com adesão recorde na terça-feira e ainda cresceu 13% ontem. Com isso, 8.454 agências e 38 centros administrativos foram paralisados. Em Pernambuco, segundo o Sindicato dos Bancários, 90% das 625 agências do Estado fecharam. Por isso, é grande o número de pessoas recorrendo a meios alternativos de pagamento ou deixando para depois as transações bancárias.

A estudante Lívia Soares, por exemplo, só pode pegar a nova senha do cartão depois da greve. Por isso, precisa ir à loteria para fazer saques. “Só posso ver saldo e fazer saque. E ainda preciso enfrentar uma fila enorme”, reclama. O contínuo Edson Santana também enfrentou a fila, mas não pôde quitar muitas contas porque os pagamentos seriam em cheque.

Nas agências, apesar de a maior parte dos clientes resolver tudo pelos caixas eletrônicos ou aplicativos bancários, também há impasses. O técnico em eletrônica Osmar Arruda, por exemplo, não conseguiu fazer o depósito que precisava para pagar o cartão na Caixa Econômica Federal do Bairro do Recife. “Disseram que não tem quem recolha o dinheiro, então não há mais nem envelope disponível”, revelou. O auxiliar administrativo André Galdino ainda descobriu que o dinheiro das férias ficou retido por causa da greve.

Para os bancários, a força da greve mostra a insatisfação da categoria. Os trabalhadores não aceitam o aumento de 6,5% apresentado pelos bancos, pois não compensa a inflação. Eles pedem um reajuste de 14,78% (inflação mais um ganho real de 5%). “Nossa expectativa é que a Fenaban faça uma proposta que possamos discutir em assembleia na próxima segunda-feira. Porém, se a proposta continuar muito baixa, a greve ganhará ainda mais força”, afirmou o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten.

Fonte: Fonte: Folha de Pernambuco

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