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Baker Tilly assume a gestão do Sassepe

5 de novembro de 2013
epois de nove anos com a primeira empresa privada a administrar suas contas, o Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Pernambuco (Sassepe) está sendo gerido por outra companhia. Foi rescindido o contrato com a CRC Tempo – que cuidava do sistema desde 2004, quando foi feita a primeira licitação.

Agora, a gestora temporária é a Baker Tilly. O contrato com ela durará seis meses ou até que seja concluída a licitação para a escolha de uma empresa que ficará por 36 meses. Esse processo licitatório seria lançado em agosto passado e teria um valor global de R$ 42 milhões, em um contrato de 36 meses. De acordo com informações do Instituto de Recursos Humanos do Estado (IRH), ao qual o Sassepe é vinculado, a licitação não avançou porque a Procuradoria Geral do Estado recomendou que fossem feitos ajustes. A previsão é que o documento esteja finalizado dentro dos próximos 30 dias.

 
Enquanto isso, sem alarde, o IRH encerrou o contrato com a paulista CRC Tempo. A empresa não estaria "atendendo satisfatoriamente as necessidades do Sistema", como informou a estatal em nota à imprensa. Sem conseguir mais ficar com a CRC Tempo e com a nova licitação adiada, o IRH fez uma "licitação de emergência", na qual a escolhida foi a Baker Tilly, consultoria multinacional que tem filial no Recife e está à frente da gestão do Sassepe desde a sexta-feira passada. O valor mensal pago à Baker Tilly é de R$ 578 mil – se forem seis meses, será de R$ 3,46 milhões.
 
Não é a primeira vez que o Sassepe enfrenta dificuldades para licitar uma nova administradora. Em 2009, foi feita uma tentantiva, no entanto, o Tribunal de Contas (TCE) questionou detalhes como o acervo técnico – uma espécie de exigência de experiência, limitando a entrada na concorrência a empresas que já administram outras carteiras. Em 2011, após ajustes, iniciou-se a construção de um novo edital, para a qual foram necessárias diversas reuniões com o TCE. Em janeiro deste ano, foi lançada a nova licitação. Porém, o TCE solicitou uma série de informações e exigiu novos consertos. Em agosto, o Sassepe publicou novo documento, que, desta vez, parou na Procuradoria Geral do Estado.
 
Atualmente, o Sassepe tem 194 mil usuários – mais de 40% deles dependentes dos servidores públicos. Parte da receita de cerca de R$ 20 milhões da entidade (70%) vem do desconto na folha de pagamento. O restante vem dos cofres públicos estaduais, pagos pelo contribuinte. 

Fonte: Jornal do Commercio

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