Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

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Avança mobilização dos auditores

22 de maio de 2009


Carla Seixas

cseixas@jc.com.br

Diante da falta de resposta por parte do governo do Estado aos pleitos dos auditores da Secretaria da Fazenda, a categoria decidiu ontem avançar nas mobilizações programando outros três dias de trabalho reduzido nas repartições e nos postos fiscais. Além disso, o tempo de mobilização em cada dia será maior na segunda etapa de protestos da categoria, até então conhecida por ter uma certa afinidade com o governador Eduardo Campos. É tanto que até este mês de maio a atual gestão não tinha enfrentado um protesto sequer dos auditores, enquanto outras categorias já vinham gerando desentendimento desde o primeiro ano de governo, em 2007.

Nos bastidores, a informação é que os fiscais estão tão pessimistas quanto à proposta do governo que aprovaram a radicalização dos atos ontem, véspera da reunião da mesa de negociação entre Estado e servidores. Hoje, o encontro será comandado pelo secretário de Administração do Estado, Paulo Câmara, e terá a participação do Fórum dos Servidores, capitaneado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). Os próprios servidores acreditam que não será apresentada proposta financeira para o corpo do funcionalismo, acirrando ainda mais os ânimos internos. “No último encontro, o representante do governo foi muito pessimista quanto às questões financeiras. Não esperamos que o governo leve qualquer avanço para a mesa amanhã (hoje)”, disse o presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais do Estado (Sindifisco), José Pessoa Lins.

PARALISAÇÃO

Na próxima segunda-feira, as Agências da Receita Estadual (AREs) praticamente não vão operar, pois a paralisação será das 9h às 13h. Como o serviço funciona a partir das 8h e vai até as 13h, pessoas físicas ou jurídicas terão apenas uma hora de atendimento. Já os postos fiscais vão parar entre 9h e 11h. No dia seguinte, haverá assembleia na sede do sindicato, com o funcionamento também sendo precário nas repartições. Já no dia 1º de junho, data-base do funcionalismo estadual, os postos fiscais param por seis horas e os demais departamentos ficam o dia inteiro sem funcionar. Os auditores querem paridade salarial entre ativos e inativos e melhores condições de trabalho, como segurança nos postos fiscais.

Fonte: Jornal do Commercio

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