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Auditores-Fiscais, delegados da PF e advogados públicos federais discutem campanha salarial conjunta

6 de abril de 2011


Os
representantes dos Auditores-Fiscais da RFB (Receita Federal do
Brasil) e do Trabalho, dos delegados da Polícia Federal e dos
advogados públicos federais acordaram a intenção de realizar
uma campanha salarial conjunta respeitadas as especificidades de cada
categoria, no sentido de reivindicar abertura de negociação com o
governo ainda este ano.

O
assunto foi discutido durante reunião que aconteceu na sede da Unafe
(União dos Advogados Públicos Federais do Brasil) no último dia
29, em Brasília (DF).

Durante
a reunião, os sindicalistas abordaram os interesses de cada uma das
categorias e chegaram à conclusão de que é preciso unir forças
para fazer o governo abrir um canal de negociação. Esse foi apenas
um primeiro passo.

As
entidades deliberaram que discutirão o assunto com suas bases e
levarão até elas um documento com o mesmo teor, detalhando a
intenção de negociação conjunta. Em seguida, as entidades
convocarão assembleias para que seus filiados se manifestem
ratificando ou não o intento de seus dirigentes. No caso do
Sindifisco Nacional, o tema será deliberado já na próxima
assembleia, no dia 7 de abril.

Na
abertura da reunião na Unafe, o presidente do Sindifisco Nacional,
Pedro Delarue, destacou que é senso comum entre as entidades que não
haverá entendimento no governo para reajustar os salários das
categorias. Há informações de que a intenção é abrir negociação
somente no próximo ano para conceder alguma alteração em 2013. O
objetivo das entidades é antecipar esse calendário.

Temos
que tomar a frente de um movimento que force o governo a abrir
negociação conosco. Sem dúvida alguma é fundamental que estejamos
juntos nesta luta. Se agirmos separadamente dentro do quadro político
que hoje está colocado, vamos seguir a lógica do governo de só
abrir negociação em 2012”, alertou Delarue.

As
entidades ainda concordaram que é preciso que o Executivo veja no
movimento das quatro categorias a disposição de ameaçar e de
efetivamente agir se houver necessidade. Os dirigentes entendem que a
percepção desta disposição é que vai fazer com que o governo
dialogue com as instituições.

O
2º vice-presidente do Sindicato, Sérgio Aurélio Velozo Diniz,
destacou ainda que a unidade tem de ser demonstrada em todas as
situações. “Queremos negociar juntos, e nossas respostas ao
governo também devem ser sempre conjuntas. Caso não sejamos
atendidos, deveremos deixar claro que podemos fazer uma paralisação
das quatro carreiras, o que daria um eco muito maior na sociedade”,
exemplificou. 

Os
sindicalistas concordaram que a importância das carreiras faz da
atuação conjunta uma forma de ação mais efetiva. Afinal, as
quatro categorias desempenham papeis fundamentais na estrutura do
Estado. “Essa estratégia é fundamental se realmente as categorias
estiverem reunidas”, afirmou o presidente da Anfip (Associação
Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil), Jorge
Cezar.

Manifesto
Durante
a reunião os representantes das entidades aprovaram o “
Manifesto
pela Equivalência e Harmonia do Serviço Público entre os Poderes
”.
No documento, as entidades expressam apoio “ao Poder Público
Federal pela edição do Decreto Legislativo nº 805, de 20 de
dezembro de 2010, que fixa idêntico subsídio para os membros do
Congresso Nacional, à Presidenta, ao Vice-Presidente da República e
aos Ministros de Estado colocando-os no mesmo patamar dos Ministros
do Supremo Tribunal Federal”.

No
texto, elas defendem ainda “padrões de vencimentos para os
servidores dos respectivos Poderes compatíveis com os requisitos
para a investidura, as peculiaridades, a natureza, o grau de
responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada
carreira”. O manifesto também informa que as entidades submeterão
à deliberação de seus filiados a intenção de atuar conjuntamente
perante o Governo Federal e o Congresso Nacional. De acordo com o
acertado entre os representantes de cada categoria, as assembleias
sobre o assunto serão realizadas durante o mês de abril. Caso as
bases ratifiquem o pleito das cúpulas, imediatamente serão
iniciadas outras estratégias no sentido de abrir a negociação.

Também
participaram do encontro, o vice-presidente do Sindifisco Nacional,
Lupércio Montenegro, o presidente da Unafe, Luiz Carlos Palacios, o
presidente em exercício da ADPF (Associação Nacional dos Delegados
de Polícia Federal), Bolivár Steinmetz, e o diretor de
Prerrogativas da entidade, Cláudio Tusco, a presidente do Sinait
(Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho), Rosângela
Rassy e o vice-presidente, Carlos Alberto.

Fonte: Sindifisco Nacional

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