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Auditores atrasam liberação de bagagens no Guararapes

20 de julho de 2016

Atrasos de cerca de uma hora na verificação de bagagens, filas e transtornos. Esse foi o saldo do primeiro dia da “operação-padrão” dos auditores fiscais da Receita Federal no Aeroporto Internacional dos Guararapes, depois que a greve da categoria foi deflagrada na quinta-feira passada. Com a mobilização, 100% dos passageiros de vôos internacionais passam a ter suas malas abertas e revistadas. Normalmente, a verificação é feita por amostragem. A greve acontece paralelamente às mudanças na fiscalização de embarques dos aeroportos nacionais, implantadas na última segunda-feira para vôos domésticos, que também trouxeram contrariedades aos passageiros. Ontem, não havia filas nos guichês de embarque, mas a fiscalização mais intensa na Receita no desembarque retardou a liberação dos 260 passageiros do vôo 2342 da Condor, vindo do aeroporto de Frankfurt, na Alemanha.

“A gente chega cansado de uma viagem de horas e enfrenta uma fila para liberar a bagagem”, reclamou a vendedora Maria Solange Rodrigues. “Cheguei às 17h15, mas só fui liberado às 18h30”, comentou o vigilante Renato Mello. O último passageiro da Condor foi liberado por volta das 19h, duas horas após a aterrissagem. Geralmente, as revistas são concluídas em 40 minutos. Além dos transtornos para passageiros, o desembaraço de cargas no Aeroporto também está atrasando até três dias. “São cargas de exportação e importação que estão paradas”, disse a inspetora chefe da alfândega do Aeroporto, Ana Helena da Cunha.

Os auditores fiscais da Receita Federal reivindicam ganho salarial de 21,3% dividido em quatro anos (cerca de 5% ao ano). O aumento faz parte de um acordo fechado com a União em março deste ano, que também contempla os analistas tributários da Receita, mas não entrou em vigor. “Os profissionais exigem a edição de uma Medida Provisória (MP) para validação imediata do acordo”, expôs o presidente do Sindifisco Nacional em Pernambuco, Luis Carlos de Queiroz. Até um acordo com o Governo, a greve segue com operação padrão todas as terças-feiras e quintas-feiras nos portos, aeroportos e fronteiras. Nos outros dias são atendidas apenas 30% das demandas.

Chesf em greve Os mais de dois mil trabalhadores da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) não aceitaram as propostas da Eletrobras e cruzam os braços mais uma vez por tempo indeterminado. Transmissão e manutenção do sistema elétrico não serão afetadas.

Fonte: Fonte: Folha de Pernambuco

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