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Até 2005 Estado teve desempenho fraco

30 de dezembro de 2007

 

Pernambuco foi o Estado do Nordeste que apresentou a mais baixa taxa de crescimento médio anual do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2002 e 2005. Nesse período, o Estado registrou um crescimento médio anual do PIB de 2,4%. “Usamos os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para calcularmos estas taxas médias de crescimento”, comentou o economista e consultor da Ceplan, Herodoto Moreira. O segundo pior colocado foi o Estado de Alagoas com uma taxa média anual de crescimento do PIB de 2,6%.

O que prejudicou o desempenho de Pernambuco foi a indústria de transformação que cresceu menos, comparando com os outros Estados”, comentou Moreira. A taxa média anual de crescimento do setor industrial foi de 2,7% ao ano em Pernambuco.

Segundo Moreira, isso reflete também a “eterna volatilidade” do setor sucroalcooleiro, que ainda tem peso importante na indústria pernambucana. A indústria de transformação tem um peso de 11% na composição do PIB do Estado.

Na indústria de transformação de Pernambuco, quatro setores apresentaram queda de produção, comparando o desempenho registrado em 2005 sobre o de 2002. Foram eles: o têxtil, com -6,1%, o de produtos de metal (-5,8%), borracha e plásticos (-4,3%) e calçados (-0,4%). O IBGE só pesquisa 11 segmentos da indústria.

O PIB de Pernambuco também é concentrado. Em 2005, oito atividades somavam 78,7% do PIB pernambucano. Delas, a mais importante é classificada como administração, saúde e educação pública – que cresceu apenas 1,7% ao ano e apresentou um peso de 23,3% de todo o PIB do Estado em 2005.

CRESCIMENTO

Os Estados que apresentaram o maior crescimento médio anual do PIB foram Maranhão, Bahia e Piauí. A agricultura do Maranhão, Bahia e Piauí cresceram, respectivamente, 17,2%, 16,7% e 29,6% ao ano, entre 2005 e 2002. Isso ocorreu devido ao aumento da produção de grãos, como a soja, nos cerrados desses Estados.

Eles também registraram altas taxas médias de crescimento industrial na indústria de transformação entre 2005 e 2002. A Bahia também contou com outro atrativo que alavancou o crescimento da sua economia, a implantação da fábrica da Ford, que começou a produzir em 2001. “Um empreendimento desse tipo atrai toda uma cadeia produtiva para as suas imediações”, disse Moreira.

Fonte: Jornal do Commercio

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