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As cifras dos candidatos majoritários

7 de julho de 2010

 

Os bens dos dois principais candidatos ao governo do estado tiveram uma variação que se moveram em sentidos contrários nos últimos quatro anos. Enquanto o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), da coligação Pernambuco Pode Mais, teve um acréscimo de R$ 363,1 mil na declaração entregue ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) entre 2006 e 2010, o governador Eduardo Campos (PSB), da Frente Popular de Pernambuco, teve um decréscimo de R$ 36.845,73 no mesmo período. Curiosamente, os dois cabeças de chapa declararam ter um patrimônio inferior aos seus candidatos a vice-governador. No caso, respectivamente, Miriam Lacerda (DEM) e João Lyra (PDT).

O patrimônio de Jarbas Vasconcelos é de R$ 1,241 milhão, o que representa 41,3% a mais do que o declarado em 2006, quando o peemedebista conquistou a vaga do Senado. Já o de Eduardo Campos ficou em R$ 520,6 mil, sendo 6,6% a menos do que o socialista disse ter quando concorreu pela primeira vez ao governo do estado. Nessa matemática envolvendo cifras e percentuais, percebe-se queo atual vice-governador e candidato à reeleição, João Lyra, possui o maior patrimônio entre os integrantes das duas majoritárias das principais coligações do processo eleitoral em Pernambuco. Lyra declarou R$ 1,669 milhão à Justiça Eleitoral. O montante o coloca no topo da lista dos valores absolutos, mas o deixa bem abaixo quando considerados em percentuais.

Pelo parâmetro de percentuais, o pedetista fica atrás de Jarbas, Miriam e Humberto Costa (PT), candidato ao Senado na chapa governista. O petista apresentou a maior variação patrimonial em quatro anos. Diga-se, porém, que em termos absolutos o crescimento do patrimônio de Humberto foi mais modesto que os demais, tendo acréscimo de R$ 146,2 mil. Miriam Lacerda registrou agora R$ 393,1 mil a mais do que em 2006, quando se tornou a segunda deputada estadual mais votada no estado. Por sua vez, o peemedebista acresceu R$ 363,1 mil ao valor declarado anteriormente, enquanto Lyra aumentou em R$ 240,4 mil o patrimônio registrado no TRE.

Senado – Dos candidatosao Senado, Marco Maciel, de olho na recondução ao cargo, declarou patrimônio de R$ 1,638 milhão em 2010. Em 2006, no entanto, não há o registro dos bens do democrata, pois não foi candidato naquele ano. É de Maciel o maior patrimônio entre os que pretendem ocupar uma das duas vagas de senador em disputa. Opositor do democrata, Armando Monteiro Neto (PTB) registrou R$ 1,232 milhão agora, enquanto há quatro anos possuía R$ 176,9 mil a menos. Na lista dos principais concorrentes ao senado, o deputado Raul Jungmann (PPS) figura como o candidato de menor patrimônio. O pós-comunista declarou R$ 17,8 mil, recurso empregado no financiamento de dois veículos e no saldo de três contas correntes. O patrimônio de Jungmann é inferior aos de seus suplentes: Aline Mariano, com R$ 101 mil declarados e Marcílio Domingues da Silva, R$ 71,6 mil.

Os dados patrimoniais integram a documentação do processo de registro de candidaturas. Quase 700 processos haviam sido contabilizados ontem pelo tribunal, o que significa que passaram pela análise e seguem para avaliação dos desembargadores eleitorais. Até a última segunda-feira, os partidos podiam protocolar as candidaturas no tribunal, mas, desde ontem, as legendas apenas podem fazer correções ou entregar documentos pendentes. Sete candidaturas ao governo do estado e quase 700 deputados estaduais e federais deram entrada no TRE. Esse número deve crescer. Isso porque candidatos que, por engano das legendas, tenham ficado de fora da listagem entregue ao tribunal podem regularizar as suas situações até sábado.

Fonte: Diário de Pernambuco

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