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Arsenal curto de medidas de ajuda

14 de novembro de 2008



O secretário da Fazenda, Djalmo Leão, reconhece que o arsenal de medidas do governo de Pernambuco é bastante reduzido diante da magnitude que a crise econômica originada pelos subprime nos Estados Unidos está provocando no Brasil e, por conseqüência, na economia dos Estados brasileiros. Embora, segundo ele, sua equipe esteja acompanhando o desenvolvimento dela na arrecadação do ICMS, que é o principal imposto arrecadado pelo Estado diretamente.

Leão diz que desde setembro a Fazenda vem analisando o comportamento da economia pernambucana neste cenário e que a decisão de antecipar o pagamento do ICMS (o que obrigou a uma série de remanejamentos no cronograma de despesas) já foi nessa direção e deve contribuir para manter o nível de consumo. Mas, segundo ele, como a maioria das empresas já são beneficiadas pelo Prodepe e o governo já vem gerenciando a redução de alíquotas, sua margem de manobra hoje é mínima.

O secretário admite que, até agora, as entidades empresariais do Estado não fizeram reivindicações mais consistentes. Entretanto adverte que, por enquanto, o governo está observando o quadro de repercussões. No que diz respeito a 2008, Leão diz que a meta de crescimento do ICMS de 13% sobre 2007 será alcançado. Mas ele está preocupado com o cenário de 2009. Como Pernambuco não tem mais um banco estadual ou de desenvolvimento, diz o secretário, torna-se difícil a adoção de medidas como as de outros Estados, que abriram linhas de crédito para as empresas locais.

 

Fonte: Jornal do Commercio

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