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Arrecadação frustra previsões

23 de outubro de 2013
BRASÍLIA – Apesar de o brasileiro ter nunca ter pagado tanto tributo em um mês de setembro (R$ 84,2 bilhões), os dados da Receita Federal frustraram o governo. A arrecadação de impostos e contribuição não deslanchou como imaginado por causa do fraco desempenho da indústria e do comércio. Com isso, o Fisco brasileiro revisou para baixo – pela segunda vez – a projeção de crescimento da arrecadação de recursos administrados pela Secretaria neste ano. A aposta era de 3%. Agora, os técnicos falam que deve ficar entre 2,5% a 3% ao sabor do desempenho na economia brasileira no Natal.

Outro fator que pode surpreender positivamente é a adesão de empresas ao programa de parcelamento de dívidas com o Leão (Refis). Esse pagamento extra não está na projeção da Receita. No entanto, o dinheiro seria bem-vindo para ajudar o Fisco a alcançar um crescimento de arrecadação de pelo menos 2,5%, já que a taxa atual (de janeiro a setembro) é de apenas 1,19%.

 
"Não descartamos a previsão oficial, mas começamos a trabalhar com uma faixa de crescimento, algo entre 2,5% a 3%", avisou Luiz Fernando Teixeira Nunes, secretário-adjunto da Receita Federal, que classificou o mês de setembro como um "forte cenário de decréscimo. Temos de observar outubro".
 
No mês passado, a arrecadação total de impostos em contribuições teve uma alta de 1,71%, já descontada a inflação. Ao longo deste ano, a arrecadação de impostos e contribuições oscilou entre os campos negativos e positivos. Houve queda real em fevereiro, março e junho, ou seja, o crescimento da arrecadação não ultrapassou a inflação.
 
De acordo com a Receita, além do baixo crescimento econômico, os cortes de impostos frearam a arrecadação. Somente em setembro, as desonerações feitas pela equipe econômica para estimular a economia representaram uma renúncia de R$ 7,1 bilhões. É R$ 2,3 bilhões a mais do que no mesmo mês do ano passado. Nos nove primeiros meses do ano, a União já abriu mão de R$ 58,1 bilhões: R$ 23,6 bilhões a mais que no mesmo período de 2012. 

Fonte: Jornal do Commercio

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