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Arrecadação federal bate novo recorde
17 de setembro de 2010BRASÍLIA – O forte aquecimento da economia fez com que a arrecadação de impostos e contribuições federais batesse mais um recorde em agosto. O total recolhido somou R$ 62,721 bilhões, montante que representa um crescimento real de 15,32% sobre 2009 e o melhor resultado da história para este mês. No acumulado do ano, a sociedade brasileira já pagou R$ 510,185 bilhões em tributos, o que significa aumento real de 12,59% em relação ao mesmo período no ano passado.
O resultado de agosto foi a décima primeira elevação consecutiva nas receitas da União depois da crise econômica mundial, iniciada no fim de 2008. “A arrecadação continua crescendo e acompanhando o ritmo da economia”, disse o subsecretário de Tributação e Contencioso da Receita Federal, Sandro Serpa.
A retomada da atividade – que elevou a produção industrial (15,4% em julho sobre o mesmo mês em 2009), a venda de bens (14,2%) e a massa salarial (11,5%) – foi a principal responsável pelo bom desempenho da arrecadação não apenas em agosto, mas no ano inteiro. Esses indicadores têm reflexo sobre tributos como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS-Cofins e contribuição previdenciária.
O recolhimento do IPI até agosto, por exemplo, registrou aumento real de 25,44%. Esse imposto reflete a atividade industrial. Já a PIS-Cofins, que incide sobre o faturamento das empresas, subiu 16,10% na mesma comparação, enquanto a contribuição previdenciária (que serve como um termômetro do mercado de trabalho) teve elevação de 10,78%.
Serpa explicou que, mesmo com a leve desaceleração da economia no segundo trimestre do ano, a arrecadação continua subindo muito porque este reflexo só aparece com uma defasagem de dois ou três meses. Em setembro, a expectativa do Fisco é que as receitas administradas (que não incluem o pagamento de royalties, por exemplo) tenham um aumento entre 11% e 12%. Em agosto, este percentual foi de 11,5%. Já para o fim do ano, a projeção da Receita é que a arrecadação cresça entre 10% e 12%.
Entre janeiro e agosto, o recolhimento do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) registrou alta de 2,8%. Este percentual de crescimento ainda é baixo em relação aos demais tributos porque reflete a lucratividade das empresas no ano passado, quando ainda estavam sofrendo os efeitos da crise.
Mesmo assim, Serpa lembrou que os ganhos estão voltando. Quando se observa o pagamento do IRPJ feito pelas empresas com base em seus balanços trimestrais de 2010, o montante recolhido teve uma alta de 15,71% até agosto. “A economia está seguindo um bom caminho e as empresas têm tido aumento de lucros”, disse o subsecretário.
Fonte: Jornal do Commercio
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