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Arrecadação de tributo chega a R$ 700 bi
13 de outubro de 2007
Os contribuintes insatisfeitos com o tamanho do peso dos impostos em seus bolsos terão, neste fim de semana, mais uma marca indesejada para lamentar. O Impostômetro, instrumento que estima eletronicamente a evolução segundo a segundo da cobrança no país, vai chegar a R$ 700 bilhões acumulados neste ano em tributos federais, estaduais e municipais. Esse nível de recolhimento será atingido às 3h20 da madrugada de amanhã.
No ano passado, esse valor só foi alcançado 28 dias depois, em 11 de novembro. Em 2005, a data havia chegado mais tarde ainda: 17 de dezembro. Isso mostra a velocidade com que a arrecadação tributária tem crescido. Ano após ano, a carga tributária bate recordes sucessivos, apesar de o governo federal alegar ter tomado medidas de incentivo à economia que resultaram em perdas de arrecadação da ordem de R$ 30 bilhões.
Em 2006, a marca, também inédita, foi de 34,23% do Produto Interno Bruto (PIB). Com a arrecadação federal crescendo num ritmo de 11% na comparação, esse valor deve ser batido neste ano. O Impostômetro, instalado num placar eletrônico no centro de São Paulo desde abril de 2005, marcou um total de R$ 731,8 bilhões no primeiro ano de funcionamento e de R$ 812,7 bilhões em 2006. A estimativa é de chegar a R$ 900 bilhões neste ano.
O instrumento foi criado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) para alertar os cidadãos de quanto eles pagam aos três níveis de governo e forçar a sociedade a ser mais exigente quanto à qualidade dos serviços públicos que o Estado oferece. “É obrigação de toda instituição tornar os contribuintes mais conscientes dos impostos que pagam e dos direitos que devem exigir em troca”, disse o presidente da ACSP, Alencar Burti. Os resultados podem ser acessados na página da internet www.impostometro.org.br.
Pressão – Em meio a esse cenário e com poucas expectativas de um ajuste no câmbio capaz de melhorar seus negócios, empresários intensificam as pressões sobre o governo federal para aliviar a carga tributária. Segundo levantamento realizado pelo Instituto deEstudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), existe um espaço fiscal capaz de abrigar um programa de desoneração das exportações. A questão mais relevante, segundo o Instituto, é a dos saldos credores do ICMS estadual acumulado pelos exportadores, ao redor de R$ 13 bilhões, há uma década.
Os indicadores de avaliação da situação fiscal do país se encontram no melhor patamar dos últimos anos. A dívida pública ficou em 44,3% do PIB ao final da primeira metade de 2007, menor saldo de fim de primeiro semestre desta década (até então o melhor resultado havia sido 46,0% do PIB em junho de 2000), segundo o Iedi.
Fonte: Diário de Pernambuco
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