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Arrecadação de tributo bate recorde

25 de junho de 2013
BRASÍLIA – A arrecadação de tributos federais voltou a dar sinais de recuperação em maio e bateu novo recorde para o mês ao atingir R$ 87,8 bilhões, com uma alta real, já descontada inflação, de 5,8% em relação ao mesmo período de 2012. O valor, no entanto, teve um reforço extraordinário de R$ 4 bilhões em depósitos judiciais e em pagamento de tributos sobre a abertura de capital da BB Seguridade, braço de seguro do Banco do Brasil.

O recolhimento de janeiro a maio atingiu R$ 458,3 bilhões, o maior resultado da história para o período.

 
Com o desempenho de maio, as receitas voltaram a registrar crescimento no acumulado do ano. Até abril, a arrecadação tinha queda de 0,34%. Passou para um crescimento real de 0,77% na comparação com janeiro a maio de 2012. Apesar do resultado, o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, foi cauteloso em fazer projeções sobre o desempenho dos tributos nos próximos meses.
 
"Ainda é cedo para dizer que a recuperação é consistente", afirmou. No entanto, confirmou a previsão da Receita de uma alta real de 3% a 3,5% no pagamento de tributos este ano frente a 2012.
 
Se confirmada a projeção, ocorrerá um novo recorde anual de arrecadação. O problema é que internamente a Receita não trabalha mais com a estimativa. O cálculo considera um crescimento da economia de 3,5% neste ano, conforme previsto no último decreto de programação orçamentária do governo. A estimativa será "certamente" revisada para baixo, como afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Em algum momento, teremos que rever esta projeção de arrecadação", disse uma fonte do governo.
 
A renúncia com as reduções de tributos é o que mais tem pesado negativamente este ano. Segundo a Receita, de janeiro a maio, o governo abriu mão de um volume de impostos R$ 9,1 bilhões maior do que no mesmo intervalo do ano passado. Somente com a desoneração da folha de salários das empresas, a renúncia superou em R$ 4,4 bilhões.

Fonte: Jornal do Commercio

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