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Aposentados terão aumento de 5,3%

28 de abril de 2014

Os 9,3 milhões de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que ganham mais de um salário mínimo – hoje, em R$ 724 – deverão receber, em 2015, um reajuste de 5,3% nos seus benefícios. O índice, como de costume, segue a estimativa de inflação para este ano, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Com a alteração, o valor máximo dos benefícios pagos pelo INSS passaria de R$ 4.390,24 para R$ 4.622,92. Se for confirmado, o reajuste entra em vigor no dia 1º de janeiro de 2015.

A previsão de aumento está no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), encaminhado no último dia 15, pelo Governo Federal, ao Congresso Nacional. Para quem ganha o salário mínimo, o projeto prevê um aumento maior, que deve chegar a 7,71%. Isso porque a política de valorização do piso nacional propõe um reajuste anual baseado no INPC mais o resultado de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do ano anterior.

Com o acréscimo, o valor mínimo a ser recebido pelos aposentados e pensionistas sobe de R$ 724 para R$ 779,79. Se as estimativas se confirmarem, este será mais um ano em que os aposentados que ganhammais do que um salário mínimo ficarão sem aumento real. Nas contas da Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos (Cobap), desde a época de Fernando Henrique Cardoso, as perdas da categoria já chegama 81%.

O coordenador do Sindicato Nacional dos Aposentados em Pernambuco (Sindnapi-PE), Tomaz Aquino, conta que se aposentou recebendo três salários mínimos e, hoje, só ganha um. “Me prejudicou e isso aconteceu com muitos aposentados. A proporção é diferente para quem ganha mais e para quem ganha menos e cada ano achata mais”, criticou.

Desde 2008, segue tramitando no Congresso Nacional o Projeto de Lei 4.434, propondo que todos os aumentos para aposentados e pensionistas sejam equivalentes ao domínimo. Atualmente, a proposta está na Câmara dos Deputados e a expectativa é que a matéria siga para o plenário ainda nomês demaio. “Se ela for aprovada, Dilma (Rousseff, presidente) não irá vetar, porque não irá querer perder o voto dos aposentados”, explicou o diretor Financeiro Adjunto da Copab e Conselheiro Titular da Previdência Social, Luiz Adalberto, acrescentando que a mudança só deverá ocorrer a partir de 2016.

Fonte: Folha de Pernambuco

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