Notícias
Aposentadoria e ações produtivas
4 de junho de 2017O frio na barriga experimentado pela terapeuta ocupacional Rosa Agra, 56 anos, é comum entre as pessoas que aguardam ansiosamente o momento de se aposentar. Associado à inquietação por pensar que ficará brevemente longe do ofício que abraça há mais de 30 anos, Rosa alimenta a expectativa de colocar em prática novos sonhos. Às portas da aposentadoria, ela traça caminhos para exercitar o ócio criativo conceito que mescla trabalho, aprendizado e diversão. "Tenho maturado planos para 2018, quando devo sair do serviço. Bate um medo do novo, mas planejo atividades prazerosas para continuar produtiva. Gosto de bordar e vou focar nisso", conta Rosa. Ela tem participado do Programa Qualivida, que prepara servidores da Secretaria de Saúde de Pernambuco para a aposentadoria. Assim, Rosa tem investido num processo ainda pouco valorizado: o planejamento para essa fase da vida.
No Brasil, 35,1% das pessoas acima de 60 anos chegaram a essa idade sem ter se preparado para o afastamento do serviço. O dado é de uma pesquisa recente realizada, em todas as capitais, pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). "A falta de planejamento para a aposentadoria é um risco para o adoecimento, especialmente psíquico, e a baixa longevidade. Por outro lado, quem se programa para esse período consegue agregar fatores que melhoram a qualidade do envelhecimento", frisa o geriatra Alexandre de Mattos, da Universidade de Pernambuco (UPE).
O médico reforça que a preparação para a aposentadoria pode incluir projetos que tenham em vista a satisfação pessoal. "A pessoa pode optar por uma tarefa flexível, que possibilite a realização de atividades que pouco valorizadas por causa do ritmo intenso de trabalho", destaca Alexandre. O fato de as pessoas trabalharem mesmo aposentadas gera sentimentos positivos em 70,7% dos idosos, segundo a pesquisa do SPC Brasil e da CNDL.
A técnica de contabilidade aposentada Luciene Barros de Lima, 58, retrata esse achado do levantamento. Ela se aposentou em julho do ano passado e, anos antes de parar o trabalho exercido por quatro décadas, preparou-se para permanecer ativa. "Sempre gostei de vender roupas e decidi que intensificaria essa atividade após me aposentar. Passei a ter mais tempo para cuidar de mim, viajar, fazer caminhadas e ioga. É claro que sentimos quando para de trabalhar. No mínimo, a gente se apega ao dia a dia, mas podemos fazer uma nova rotina, com mais tempo para dar atenção aos filhos e aos netos", relata. Ela também acrescentou à nova agenda a prática do trabalho social. Ao lado de amigos, ajuda uma associação espírita e se organiza para levar donativos para vítimas das enchentes na Mata Sul de Pernambuco. "Precisamos compartilhar o que temos com quem precisa", conta Luciene, ao evidenciar como a prática da solidariedade é mais uma forma de dar sentido à aposentadoria.
Fonte: Fonte: Jornal do Commercio
Notícias
Após decisão do STF, TJPR amplia e paga penduricalho a 91% dos magistrados
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou a concessão de penduricalhos a magistrados, a folha de pagamento do Tribunal de […]
Meta lança novo modelo de IA que permite a usuário baixar e personalizar a ferramenta
A Meta apresentou um novo modelo de inteligência artificial de código aberto, leve o suficiente para rodar em um único […]
Ministros do STF vetam revisão de cargos em novo cerco a penduricalhos
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicaram mais uma […]
MG: Justiça barra greve de auditores fiscais e fixa multa de R$ 50 mil
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu o início da greve dos auditores fiscais da Receita Estadual prevista […]