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Aposentadoria: 4 cenários em estudo

23 de dezembro de 2015

BRASÍLIA – O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, informou ontem (22) que a presidente Dilma Rousseff vai se reunir com a nova equipe econômica na próxima segunda-feira (28) para "uniformizar" o discurso e preparar o pacote de medidas que ela pretende apresentar ao Congresso na volta do recesso parlamentar. Um das mudanças é a criação da idade mínima para as aposentadorias. Apesar da descrença do mercado financeiro e do ano de eleições municipais em 2016, o novo ministro da Planejamento, Valdir Simão, previu ontem a aprovação no ano que vem de novas regras na Previdência Social para adiar a aposentadoria dos brasileiros e garantir o reequilíbrio das contas públicas. Também está na agenda uma possível reforma trabalhista, alternando as relações entre patrões e empregados.

Já Wagner afirmou que "na volta do Natal, no dia 28, a presidente deve ter uma reunião com a equipe (econômica) e com os ministros para uniformizar a fala e preparar um conjunto de medidas que ela vai ter que apresentar ao Congresso no retorno."

Uma das prioridades do governo no próximo ano é enviar ao Legislativo uma proposta de reforma da Previdência. Ele adiantou, sem dar detalhes, que o governo trabalha com até quatro cenários de adoção da idade mínima. Segundo ele, essas hipóteses tratam de simulações sobre as regras de transição que podem ser adotadas, mas serão discutidas com os partidos da base aliada no Legislativo, a fim de se buscar um consenso.

BARBOSA

O novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, fez ontem mais uma tentativa de acalmar o mercado financeiro, que reagiu mal a seu nome como sucessor de Joaquim Levy. Barbosa participou de teleconferência com a imprensa estrangeira na qual reafirmou seu compromisso com a meta fiscal de 2016 e defendeu reformas na Previdência e no mercado de trabalho. Ele também descartou aportes do Tesouro Nacional na Petrobras, afirmando que "soluções de mercado" são a melhor saída para a empresa reequilibrar suas finanças.

O ministro disse que vai perseguir a meta de superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país) no ano que vem. Segundo ele, caso o governo não consiga aprovar a recriação da CPMF no Congresso – considerada uma receita essencial para o fechamento das contas de 2016 – será preciso adotar medidas adicionais, como aumentar outros tributos ou cortar mais gastos: "Estamos nos dedicando a aprovar a CPMF. Estamos negociando para fazer isso ocorrer. Caso isso não seja possível, vamos ter que compensar com outras medidas, como aumentos de impostos ou cortes de gastos.

Fonte: Jornal do Commercio

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