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Android e iOS arquivam localização de usuários
27 de abril de 2011Jacques
Waller
jwaller@jc.com.br
FALHA
Sistemas gravam dados de geoposicionamento sem permissão de
proprietários de tablets e smartphones. Google admite erro e já
ensina a desabilitar função. Apple não se pronunciou
Cuidado!
Você está sendo seguido. A afirmação de especialistas em
segurança, divulgada na última semana, denuncia que usuários do
sistema operacional da Apple, o iOS, têm seus dados de localização
registrados pelos aparelhos sem seu conhecimento.
A
revelação foi feita pelos analistas Alasdair Allan e Pete Warren.
Eles disponibilizaram um software chamado iPhone Tracker para que
fosse comprovada a teoria. Como se isso já não fosse alarmante, o
Google admitiu anteontem que clientes da plataforma Android sofrem do
mesmo mal.
A
real natureza da falha de segurança, no entanto, ainda é um
mistério. Especialmente por parte da Apple. Aparentemente, o
registro de localização no iOS é uma falha na programação do
sistema operacional. Em teoria, o arquivamento da localização
deveria ser temporário, mas por algum motivo os dados de
geoposicionamento são conservados no computador sempre que um
dispositivo com iOS é ligado ao iTunes. Vale lembrar, como disse o
CEO da Apple, Steve Jobs, que o pacote com as informações não é
enviado à Apple, nem fica disponível na web.
No
entanto, o arquivo de nome consolidated.db armazenado no computador
pode ser alvo de cibercriminosos, caso o computador esteja infectado
com malwares permitindo o acesso remoto da máquina. O grande
problema é que o arquivo não é encriptado, podendo ser aberto por
qualquer um que o encontre. Ou seja, além do roubo de senhas e dados
sigilosos, os proprietários de iPhones e iPads poderão ter um mapa
de seus passos sequestrado por piratas de dados.
Já
no caso do Google, o problema pode ser mais complexo. A companhia
disse que os dados são coletados sem a identificação de seus
usuários. A prática visaria uma melhor experiência em serviços
como o Google Latitude, cuja função é localizar contatos próximos
em um mapa.
Nesse
caso, alguns serviços da companhia são baseados no registro de
locais, informações que ficam armazenadas nos aparelhos. O Google
afirma ser possível desativar a função, que normalmente vem
habilitada de fábrica.
Para
compensar a falha, a empresa passou a enviar mensagens de texto para
os usuários Android e da geolocalização. No recado, a companhia
informa que o Latitude está registrando os passos do usuário e
ensina como desabilitar a função. A Apple, por sua vez, ainda não
se pronunciou oficialmente sobre a suposta falha no iOS.
Nos
dois casos, além dos locais por onde o usuário passou, ficam
registradas as redes wi-fi acessadas pelo equipamento e o tempo de
permanência nelas. Não é sabido se produtos de outros fabricantes
com sistemas operacionais próprios e desenvolvedores como Microsoft,
RIM e Nokia possuem a mesma falha.
Fonte: Jornal do Commercio
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