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Alepe recua dos aumentos
9 de abril de 2015Alguns deputados ainda tentaram argumentar a necessidade de repetir os reajustes de verbas da Câmara Federal de 25 de fevereiro, mas a maioria dos integrantes da Mesa Diretora ponderou sobre a crise da economia do País, o aperto no caixa do Estado e o desgaste da Casa com uma repercussão negativa da medida, e a Assembleia Legislativa desistiu, ontem, de aumentar as verbas indenizatória e de representação de seus 49 deputados estaduais. A maioria convenceu a minoria e, unanimemente – até com o voto do presidente Guilherme Uchoa (PDT) -, a Mesa limitou-se a aprovar apenas o reajuste de 8% nos salários dos servidores efetivos e comissionados da Alepe, na reunião ocorrida pela manhã.
Entretanto, apesar da Mesa negar o reajuste de qualquer verba parlamentar, deputados admitiram à tarde que, para pagar o aumento de 8% aos comissionados vai ser aplicado o reajuste de igual percentual sobre a verba de gabinete, que se destina exatamente a pagar os ocupantes de cargos em comissão, hoje no valor de R$ 90 mil por gabinete. Como o dinheiro é todo para os salários, precisa ser reajustado para poder pagar o reajuste de 8%. "Decidimos, para o momento, não reajustar nenhum tipo de verba. O tempo é de observação da economia e de saber como vai se comportar a arrecadação do Estado, que incide em nossos repasses (duodécimos)", destacou o 1º secretário, Diogo Moraes (PSB), que responde pela tesouraria e que resistiu em reconhecer que a verba de gabinete será reajustada.
As verbas de representação, que paga os acréscimos de comissionados para os membros da Mesa, líderes e vice-líderes, e a indenizatória – que custeia despesas com material de expediente, combustível e diárias – não terão aumento. "A decisão foi seguir os 8% que o TCE está dando a seus servidores. É um reajuste (da verba de gabinete) para pagar o aumento dos salários", admitiu o 3º secretário, Romário Dias (PTB).
À noite, deputados e servidores da Casa participaram da sessão solene pelos 180 anos de instalação da Assembleia. "Legislar não se resume ao ato de criar leis. É estar atento às mudanças do cotidiano, em sintonia com as novas expectativas da sociedade. É também ouvir e ressoar as necessidades apresentadas", discursou Uchoa na sessão.
Fonte: Jornal do Commercio
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