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Ajustes do Governo Federal esbarram na reação popular

11 de dezembro de 2016

Estudantes ocupam escolas e universidades reivindicando investimentos na educação e brincadeiras nas redes sociais mostrando crianças indo trabalhar para poder se aposentar em tempo. Esse é o retrato desesperado das reações sociais às propostas que carregam o nome de “impopulares”. Consequentemente, torna praticamente impossível falar do Governo Temer e do ministro Henrique Meirelles sem afirmar que suas ‘pautas destaques’ são a Reforma da Previdência e a Proposta de Emenda Constitucional do Teto dos Gastos (PEC 55).

Mesmo com a repercussão, as propostas não causaram surpresa aos economistas. Afinal, Michel Temer assumiu a Presidência em tempos difíceis e precisava, o quanto antes, realizar um verdadeiro milagre econômico de ‘salvação nacional’ – como o próprio denominou. Na opinião do presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Júlio Miragaya, é evidente que todos estão cientes das consequências sociais que a recessão econômica tem provocado nas pessoas – particularmente pelo índice elevado de desemprego. “Essa retomada ao crescimento não pode vir a qualquer preço. Ele [Temer] tem que preservar a inclusão social e avançar na distribuição social e espacial da renda”, pontuou.

Só que, agora – com a maioria do Congresso ao seu favor, a concretização dessas mudanças está bem mais perto de acontecer. A PEC do Teto, a qual pretende congelar os gastos públicos do Governo por 20 anos com correção da inflação do ano anterior, já passou pela primeira votação na Câmara dos Deputados (aprovada por 61 a 14) e seguirá para ser votada pelo Senado nesta terça-feira. Para ser aprovada, precisa que 3/5 dos senadores sejam favoráveis.

Fonte: Fonte: Folha de Pernambuco

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