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Ajuste fiscal deve ficar em R$ 60 bi

22 de abril de 2015

BRASÍLIA – O número hoje mais forte para o corte das despesas do Orçamento da União é de R$ 60 bilhões. O corte definitivo só será anunciado em meados de maio, mas já há um entendimento na área econômica do governo de que dificilmente será possível fazer um contingenciamento maior das despesas, na faixa entre R$ 70 bilhões e R$ 80 bilhões, como chegou a circular em Brasília e no mercado financeiro.

Fontes informaram ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, que a percepção do próprio ministro da Fazenda, Joaquim Levy, é de que "não é possível muito mais." O Ministério da Fazenda conta um reforço adicional de R$ 30 bilhões em receitas adicionais.

O reforço nas receitas virá de diversas fontes, como os leilões da área de seguridade da Caixa Econômica Federal, da folha de servidores da União e de outorgas de trechos de ferrovias já concluídas ou em fase final de conclusão.

O governo também conta com receita adicional proveniente da elevação da carga tributária, como o alta da PIS e Cofins incidente nas receitas financeiras – medida já divulgada, com arrecadação.

Outros aumentos estão em estudo e poderão ser anunciados em breve pelo Ministério da Fazenda. Na mira, estão as instituições financeiras que poderão ter elevada a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Com o corte definitivo e as receitas adicionais, o governo avalia ser possível garantir a meta fiscal de superávit primário de R$ 55,3 bilhões prevista para o governo federal em 2015.

O superávit primário é a economia que o governo faz para pagar os gastos com os juros da dívida pública.

Fonte: Jornal do Commercio

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