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Ajuda urbana é maior para a Previdência

4 de outubro de 2008

Mariana Flores // Do Correio Braziliense
Local de moradia de um terço da população economicamente ativa (PEA) brasileira, as regiões metropolitanas sofrem mais com o desemprego, mas reúnem um número maior de trabalhadores que contribuem para a Previdência Social. Das 28,3 milhões de pessoas que compõem a PEA nas metrópoles brasileiras, 11,3% estão desempregadas e 57,6% contribuem.

Ainda na área urbana, mas no Interior, o desemprego cai para 8,5% dos 46,4 milhões, mas o número de segurados também é menor, de 53,7% da PEA. Na área rural, a queda nos dois indicadores continua – o nível de desempregados é de 3,4% da população e o de contribuintes de 26,2% dos 12 milhões de trabalhadores. Os dados constam em estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo mostra que diminuiu o número de contribuintes na área urbana nos últimos 20 anos. Em 1987, nasregiões metropolitanas representavam 69,7% e, no interior, 57,0%. No início da década de 90, no entanto, a formalização diminuiu e os indicadores despencaram, apresentando recuperação nos últimos anos.

O desemprego deu um salto no período. Em 1987, a taxa era de 5,0%. Em 2001, passou para 13%, desacelerando nos últimos anos. “Uma crise econômica muito séria a partir da década de 90 afetou o mercado de trabalho e só agora veio recuperar os indicadores de 20 anos atrás”, afirma o diretor do Ipea, Milko Matijascic.

Segundo ele, o incremento no número de contribuintes está relacionado ao aumento da formalização. “Com a economia se recuperando, as empresas precisam se formalizar para fechar contratos, além disso há uma maior conscientização”.

Fonte: Diário de Pernambuco

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