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Acendam uma vela

23 de abril de 2008

Sim, acendamos uma vela para o contribuinte. Como se fosse pouco pagar o equivalente a cerca de 38% do PIB em impostos, vem mais um aumento pela frente. A Aneel autorizou a Celpe a reajustar a tarifa de energia em Pernambuco em 2,87%. O impacto médio deverá ser de 3,34%, afetando cerca de 2,8 milhões de unidades consumidoras, 99% delas na área de baixa tensão. Para a indústria, o impacto deverá variar entre 2,19% e 4,43%. O reajuste foi pressionado pelo Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), que entre abril de 2007 e março de 2008, chegou a 9,10%, segundo a Aneel. Se o aumento reduz o poder de consumo da classe média, afeta ainda mais o setor industrial. Como o peso da tarifa associada aos impostos é bastante elevada – em todo o mundo o Brasil só perde para a Itália no que diz respeito à tarifa de energia elétrica – a competitividade acaba prejudicada. Em Pernambuco cobra-se a tarifa de 25% de ICMS para o setor. A energia é a terceira maior fonte de arrecadação estadual Em 2007,com uma arrecadação de R$ 702 milhões, ficou atrás apenas do setores de telecomunicações e combustíveis, mesmo levando em conta a perda de R$ 42 milhões provocada pela isenção estadual do ICMS concedida à baixa renda.

Cofre cheio

Quando extinguiram a CPMF, no ano passado, parecia que o mundo ia acabar. A falácia era de que sem os R$ 40 bilhões do imposto acabaria faltando dinheiro para tanta coisa, que era capaz do Estado brasileiro quebrar. Pois bem, mesmo sem a CPMF, a arrecadação federal deve subir R$ 31,8 bilhões em 2008, um incremento de 7,2% sobre o resultado do ano passado. Pelo visto, o cofre do governo vai estar cheio, cheio…

Fonte: Folha de Pernambuco

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