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A Fundarpe tem a força

2 de junho de 2010

JC NEGÓCIOS

Para quem se surpreendeu com a insuficiência das explicações do secretário de Turismo, Paulo Câmara, sobre os shows pagos e não realizados no Natal de 2008 pela sua Secretaria e que obrigaram a Empetur a devolver R$ 1,837 milhão ao Ministério do Turismo e mais R$ 300 mil ao governo do Estado, chama a atenção a capacidade demonstrada, na área de Cultura, pela Fundarpe.

A ser verdade que a Fundação cuidou de tudo sozinha, já que o governo do Estado encarregou sua presidente de explicar os atos, Luciana Azevedo revelou-se extraordinária articuladora e dona de desempenho funcional que, entre outras coisas, dispensou o acompanhamento do chefe direto, o secretário de Educação, Danilo Cabral.

E a despeito da verborragia da ex-vereadora, reduzindo as denúncias do caso à malícia equivocada da oposição, cabe explicar uma série de questões básicas. Primeiro, o que fazia o secretário de Educação diante da ações da presidente da Fundarpe? Depois, é preciso identificar quem foi que escolheu os municípios beneficiados? Será que Azevedo, assumiu a responsabilidade total nas cidades já que passou por cima das lideranças políticas locais? Também é preciso esclarecer como a Secretaria da Fazenda se comportou sobre os pagamentos. Todos sabemos que operamos um articulado sistema de acampamento financeiro e que a Fundarpe simplesmente ignorou. Seria bom ainda explicar os critérios que usou para a escolha das empresas prestadoras de serviço já que a maioria se revelou fantasma. Cabe, também, explicar o papel da Controladoria-Geral do Estado. De novo, não viu nada de inadequado? E, naturalmente, saber como o governador Eduardo Campos viu toda essa movimentação de dinheiro para o setor cultural, uma vez que cobra prestação de contas em tempo real de suas equipes.

Fonte: Jornal do Commercio

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