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À espera do reajuste dos planos de saúde

9 de maio de 2013
Contagem regressiva para o reajuste anual dos planos de saúde individuais e familiares. Pelo calendário das operadoras, a maioria dos contratos vence em maio. A expectativa do mercado é que o governo retarde o anúncio do índice. Motivo: a inflação passou o centro da meta de 4,5% e está no limite de dois pontos percentuais para o teto, em 6,49%. Sem contar que as despesas com saúde puxaram a alta em abril. Em 2012 o reajuste dos planos foi de 7,93%, superior à inflação de 6,50% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
 
Os órgãos de defesa do consumidor cobram da agência reguladora a mudança no reajuste dos planos individuais, que abrigam 10 milhões de usuários. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) utiliza a média de aumento dos planos coletivos, que são de livre negociação entre as empresas. “Nossa proposta é que os usuários dos planos individuais e coletivos tenham o mesmo valor de reajuste”, diz a advogada Joana Cruz, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).
 
Estudo feito pela entidade mostra que, no período de 2002 a 2012, a inflação acumulada pelo IPCA foi de 101,82%, enquanto os planos de saúde subiram 140,01%. Uma diferença de 38,12 pontos percentuais. Pelas projeções, em 30 anos o usuário comprometerá 70% da renda para ter direito a atendimento na rede suplementar. “Se continuar desse jeito, ficará inviável pagar o plano de saúde”, alerta Joana, do Idec. 
 
 A Associação Proteste de Consumidores defende que o governo leve adiante a proposta de desoneração do setor em troca de um índice menor de aumento das mensalidades. A supervisora institucional Sônia Amaro questiona a manutenção da fórmula utilizada pela agência reguladora. “A ANS não regula os contratos coletivos, tornando inviável o aumento para os consumidores dos contratos individuais e familiares.”
 
Cálculos feitos pela Associação das Empresas de Medicina de Grupo indicam a necessidade de reajuste de dois dígitos para cobrir os custos operacionais das operadoras. 

Fonte: Diario de Pernambuco

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