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À espera da gasolina mais barata

18 de outubro de 2016

Mesmo três dias depois do anúncio da redução no preço de combustíveis feito pela Petrobras, os novos valores ainda não chegaram às bombas dos postos do Recife. Apesar da redução no valor da gasolina e do óleo diesel nas refinarias, os estabelecimentos continuavam praticando os mesmos preços da semana passada.

Na tarde de ontem, os preços no Grande Recife variavam entre R$ 3,499 e R$ 3,79 pelo litro de gasolina. De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Pernambuco (SindicombustíveisPE), a categoria ainda aguarda o posicionamento das distribuidoras para saber o quanto da redução será repassada aos clientes.

Na última sexta-feira, a Petrobras anunciou redução de 2,7% no preço do diesel e 3,2% no valor da gasolina nas refinarias. Se a redução for repassada integralmente ao consumidor final, o preço da gasolina e do diesel pode sofrer uma queda de R$ 0,05 por litro. Alguns postos de combustíveis no Recife ainda praticavam ontem um valor mais reduzido, de R$ 3,29, mas só aceitavam pagamento em dinheiro, prática condenada pelo Procon. Mesmo com o feriado do Dia do Comerciário, esses postos estavam com filas de clientes para abastecer, enquanto que nos concorrentes (com valores até R$ 0,50 mais caros) o movimento era mais fraco.

A decisão de reduzir os valores da gasolina e do óleo diesel nas refinarias se deve à nova política de formação de preços da Petrobras, que agora passa a ser decidida pelo menos uma vez por mês pelo Grupo Executivo de Mercado e Preço, de acordo com variáveis de mercado. "Essa política é baseada na paridade internacional de preços, no qual adicionamos uma margem. Vamos ter um Comitê que vai avaliar uma vez por mês os preços. E esse Comitê vai avaliar e tomar as decisões para saber se é preciso reduzir ou elevar os preços. Estamos fazendo esse primeiro movimento de redução", disse o presidente da estatal, Pedro Parente, na última sexta-feira.

Em entrevista na Índia, onde participa da reunião de cúpula dos Brics, o presidente Michel Temer afirmou no último domingo que a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) dos combustíveis "não vai aumentar". Existia um temor que o tributo pudesse ser elevado, para compensar perdas de caixa da estatal que viriam da diminuição de preços. "Não há nada concreto a respeito disso", disse Temer. "Quando pensamos no teto dos gastos públicos, nós pensamos exatamente na possibilidade de evitar qualquer tributação”.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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