Notícias da Imprensa
Transação tributária no Orçamento de 2025
11 de setembro de 2024A proposta de Orçamento para 2025 prevê R$ 121,5 bilhões classificados como receitas extraordinárias ligadas a questões tributárias que não dependem do Legislativo. Mas dependem, em sua maioria, da disposição das empresas em negociar com o governo.
Das cinco fontes de recursos listadas pela Receita Federal, três se referem à expectativa de arrecadação com transações tributárias.
As negociações com o próprio fisco devem render R$ 31 bilhões, considerando editais referentes a transações individuais, por adesão ou relevante controvérsia jurídica.
Outros R$ 15,5 bilhões se referem à recuperação de créditos inscritos na dívida ativa por meio do PTTI (Programa de Transação Tributária Integral). No ano passado, a recuperação da dívida ativa via transações tributárias somou R$ 20,7 bilhões.
Há também R$ 26,5 bilhões na rubrica “Transação de Relevante e Disseminada Controvérsia Jurídica (inclui PTTI)”, que trata dos editais sobre processos no contencioso administrativo.
Completam a lista R$ 28,5 bilhões esperados de acordo com empresas derrotadas pelo voto de qualidade no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) e R$ 20 bilhões com o controle especial na utilização de benefícios tributários, por causa da Dirbi (Declaração de Incentivos, Renúncias, Benefícios e Imunidades de Natureza Tributária), que as empresas precisam enviar à Receita.
Para este ano, o governo prevê R$ 37,7 bilhões com o voto de desempate no Carf —a estimativa inicial no Orçamento era de R$ 55 bilhões. No mês passado, a Receita Federal disse que a instituição criou equipes especiais para negociar com os contribuintes, numa tentativa de agilizar o processo, que pode levar até seis meses a partir da conclusão do julgamento. Vários contribuintes apresentaram propostas, segundo o órgão.
No final do mês passado, a Receita publicou portaria que cria o Programa de Transação Integral, com objetivo de regularizar dívidas e encerrar litígios de forma consensual, com participação também da PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional)
O programa inclui a transação na cobrança de créditos judicializados de alto impacto econômico e a transação no contencioso tributário de relevante e disseminada controvérsia jurídica e de alto impacto econômico.
A segunda modalidade inclui 17 temas em discussão, como contribuições previdenciárias sobre participação nos lucros e resultados, amortização de ágio, pejotização de pessoa física, “stock options” e remessas ao exterior efetuadas por empresas do setor aéreo.
Fonte: Folha de S.Paulo
Mais Notícias da Imprensa
Auditores de tribunais de contas também contestam ação de Raquel Lyra no STF
A Associação Nacional dos Auditores de Controle Externo dos Tribunais de Contas do Brasil (ANTC) protocolou, na segunda-feira (11), um […]
Pernambuco recebe mais de 89 mil doses da vacina contra covid-19. Saiba quem pode se vacinar
Pernambuco recebeu 89.046 doses da vacina contra a covid-19. A entrega faz parte de uma remessa, com mais 2,2 milhões […]
LOA 2026: Alepe vota percentual de remanejamento nesta quinta (23)
O impasse entre a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e o Poder Executivo sobre a aprovação do percentual de remanejamento […]
Sem acordo com governo Raquel, Sindifisco aprova greve da categoria
O Sindifisco-PE, que representa auditores fiscais e julgadores administrativo-tributários de Pernambuco, decidiu por unanimidade deflagrar paralisação da categoria nos dias […]