Marca SINDIFISCO Sindicato do Grupo Ocupacional Administração Tributária do Estado de Pernambuco

Notícias da Imprensa

Pernambuco mantém alíquota de ICMS que aumentou para melhorar participação no imposto criado na Reforma

27 de dezembro de 2023

O Governo de Pernambuco não vai enviar à Assembleia Legislativa novo projeto modificando (para menor) a alíquota do ICMS de 20,5% cobrado a partir da próxima segunda-feira (1º), de modo a manter a participação dos recurso a serem destinados ao Estado quando da divisão pelo Comitê gestor do novo IBS a partir de 2029.

O secretário da Fazenda, Wilson de Paula, afirmou que não há nenhum elemento novo que leve Pernambuco a fazer esse movimento. “Nenhum estado que aumentou sua alíquota para validade em 2024 fez esse movimento. Nós entendemos que a situação permanece exatamente como estava antes da aprovação do texto final da Reforma Tributária. Porque a distribuição do novo imposto se dará com base na média da arrecadação, afirma o secretário.

REDUÇÃO DE ALÍQUOTA
O debate sobre uma eventual redução da alíquota de ICMS de 20,5% (aprovada na semana passada pela Alepe com a Lei 18.305-2023) que elevou os atuais 18% começou após a promulgação do texto final da PEC n.º134/2023 da Reforma Tributária.

E que na última votação na Câmara Federal mudou o texto aprovado no Senado determinando que uma Lei Complementar disporá sobre as regras para a distribuição do produto da arrecadação do Imposto sobre Bens e Serviços será distribuído entre os Estados, o Distrito Federal e os Municípios proporcionalmente à receita média de cada ente federativo.

No texto inicial enviado pela Câmara Federal, de fato, previa que para a definição dos percentuais a ser distribuído com os estados e o Distrito Federal deveria ser apurada uma média de arrecadação entre os anos de 2024 e 2028.

Isso fez com que vários estados corressem para elevar suas alíquotas de ICMS a partir da próxima segunda-feira (1º). Pernambuco aprovou um projeto na Alepe que elevou para 20,5% o que o coloca ao lado da Bahia como a segunda maior alíquota cobrada no Brasil perdendo apenas para o Maranhão que a elevou para 22% e Piauí que vai cobrar 21%.

Esse movimento nas últimas semanas foi acompanhado pelos estados do Sul e Sudeste, cujos governadores também propuseram aumentos. Eles conseguiram com a negociação com o relator, Eduardo Braga(MDB-AM) mudar o texto sobre decisão dos valores a serem pagos pela a legislação infraconstitucional .

Entretanto, como o Relator da Reforma Tributária na Câmara Federal, Aguinaldo Ribeiro retirou essa mudança o texto aprovado torna sem justificativa a majoração aprovada já que não haveria mais um critério definitivo com base em cinco anos.

APROVAÇÃO DO AUMENTO
No final da semana passada, com a aprovação da alíquota de 20,5%, entidades do comércio e da indústria de Pernambuco iniciaram uma articulação para que a governadora Raquel Lyra desfizesse o aumento sob pena de tornar Pernambuco menos competitivo regionalmente em relação a por exemplo a Paraíba que cobrará 20% ou Alagoas que definiu sua alíquota em 19%.

As preocupações de entidades como a Fiepe e a Fecomércio e de organizações empresariais como o Grupo Atitude é que o estado perca competitividade em relação a outros estados, especialmente nas compras on-line.

PEDIDO DA FIEPE
A Fiepe pediu sensibilidade ao Governo do Estado na revogação da medida, sob pena de Pernambuco passar a ter a segunda maior alíquota do Brasil no ano que vem: 20,5%, perdendo apenas para Piauí e Maranhão.

A entidade afirma que diante dessa nova realidade, imposta pela aprovação da Reforma Tributária, outros estados já vêm tomando iniciativas para evitar perdas de suas empresas, a exemplo do Espírito Santo, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Mas o secretário da Fazenda de Pernambuco revela que o governo pensa diferente. Segundo ele, a distribuição do novo imposto se dará com base na média da arrecadação. Na primeira versão se falava entre 2024 e 2028. Na nova redação isso foi excluído, sendo remetido para a Lei Complementar “, disse.

“Entretanto é importante deixar claro que nós não teremos problema em fazer uma redução quando, de fato, o tema seja posto a gente ter o que debater. Se em algum momento houver elemento para isso, com certeza vamos fazer nova avaliação. Mas isso não existe no momento”, disse o secretário Wilson de Paula.

Fonte: JC

Mais Notícias da Imprensa