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Conferência Internacional aborda a retomada da democracia no Brasil
9 de fevereiro de 2023A convite da Internacional do Serviço Público -ISP, a Fenafisco, representada pelo presidente Francelino Valença, participou como ouvinte nos dias 6 e 7, de Conferência Internacional organizada pela Frente Brasileira contra o TLC Mercosul-UE, em colaboração com a Rede Brasileira pela Integração dos Povos (REBRIP) e a Plataforma América Latina Mejor sin TL.
O encontro teve com o objetivo debater mecanismos para a abertura de diálogo entre o governo, parlamentares e a sociedade civil, acerca das ameaças do inseridas no bojo do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, em especial para os povos da Amazônia e os sul-americanos.
A conferência contou com a participação de representantes de movimentos sociais, Organizações Nãos Governamentais (ONGs), parlamentares e sindicatos.
A Frente Brasileira Contra os Acordos Mercosul-UE e Mercosul-EFTA, promotora da atividade, considera o Acordo de comércio com os países europeus ultrapassado e desigual, e reforça a necessidade de ampliação do debate com a sociedade civil.
“Reconhecemos a relevância do estreitamento das relações políticas, comerciais e de cooperação com a União Europeia, mas elas precisam ser pautadas em negociações legítimas, transparentes e com ampla participação da sociedade civil, além de reconhecer os desafios socioeconômicos e climáticos dos tempos atuais”, aponta Maureen Santos, coordenadora do Grupo Nacional de Assessoria da Fase (Solidariedade e Educação).
Segundo a Frente, o Acordo, da forma que está, incentiva a ampliação da produção agropecuária para exportação nos países do Mercosul, acelerando a destruição ambiental e limitando as possibilidades de melhorias sociais e econômicas para pequenos agricultores, povos originários e outras comunidades tradicionais.
No primeiro painel da conferência, “Por que o Acordo UE-Mercosul precisa ser revisitado e discutido com a sociedade?”, participaram o embaixador brasileiro responsável pela negociação do acordo, Michel Arslanian Neto; a eurodeputada alemã dos verdes Anna Cavazzini; o deputado paraguaio do Parlasul Ricardo Canese; o professor da universidade Nuremberg Markus Krajewski; a professora e ativista argentina Luciana Ghiotto; a líder Kerexu Yxapyry Guarani da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB); e o representante da ISP, Gabriel Casnati.
O painel seguinte foi dedicado a escutar as perspectivas de parlamentares brasileiros acerca do Acordo Mercosul-UE. Na mesa participaram Fernanda Melchionna – Deputada Federal pelo PSOL/RS; Célia Xakriabá – Deputada Federal pelo PSOL/MG; Nilto Tatto – Deputado Federal pelo PT/SP; Duda Salabert – Deputada Federal pelo PDT/MG; Miguel Urbán Crespo – Eurodeputado pela A Esquerda, Espanha (remoto).
A última mesa de debates se dedicou a apresentar as principais preocupações da sociedade civil por eixos temáticos: energia; clima; serviços e trabalho; agricultura familiar, camponesa e compras governamentais; lobby das empresas europeias; e expansão da fronteira agrícola.
Paralelamente ao evento, parte da coordenação do evento participou de reuniões bilaterais com ministros e figuras políticas chave para o futuro do acordo, como o ministro de relações exteriores Mauro Vieira e Celso Amorim, assessor especial da presidência.
(Com informações da ISP; Inesc)
Fonte: Fenafisco
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