Marca SINDIFISCO Sindicato do Grupo Ocupacional Administração Tributária do Estado de Pernambuco

Notícias da Imprensa

Calendário eleitoral trava agenda de Guedes para 2022

6 de janeiro de 2022

O ministro da Economia, Paulo Guedes, diz sempre a seus interlocutores que, enquanto estiver no governo, vai brigar pela sua agenda. Mesmo que a proximidade das eleições dificulte o ambiente político no Congresso, ele afirma que tentará mudanças infralegais, como em normas, e ainda avançar na agenda de privatizações e concessões.

Mas a realidade pode se mostrar bem mais difícil aos seus projetos. Em um ambiente polarizado, mesmo pontos que não dependem de deputados e senadores, como a privatização da Eletrobrás, podem enfrentar obstáculos.

E o ano já começa com um enorme desgaste para a equipe econômica: a pressão por reajuste salarial dos servidores, prometido pelo presidente Jair Bolsonaro apenas aos policiais, mas reivindicado por diversas categorias.

Guedes afirma que a falta de avanço que sua agenda enfrenta desde agosto é prova da antecipação do calendário eleitoral. Nos últimos mês, o governo centrou forças em apenas dois pontos, que se relacionavam: o Auxílio Brasil com benefício de R$ 400 mensais — principal aposta eleitoral do presidente — e a PEC dos Precatórios, para abrir espaço orçamentário a mais gastos públicos, a maior parte para atender a base do governo, em 2022.

A privatização dos Correios, a reforma tributária e mesmo pontos como a melhora fiscal ficaram pelo caminho, atropeladas também pela piora da inflação e por menor crescimento. Os próprios articuladores do governo afirmam que o desafio é grande:

— Nossa janela de oportunidade é de 90 dias. Depois disso, o ambiente eleitoral vai dominar — diz o senador Eduardo Gomes (MDB-TO), líder do governo no Congresso.

Ele acredita que haverá espaço para poucos projetos, talvez para pautas como mudanças no sistema de preços ou impostos dos combustíveis, um dos vilões da inflação alta.

Fonte: O Globo

Mais Notícias da Imprensa