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Protestos por voto impresso
2 de agosto de 2021Em meio a manifestações a favor do governo em diversas cidades, o presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) voltou a ameaçar a eleição de 2022 caso não haja o voto impresso. A fala do mandatário foi transmitida ao vivo para o ato que acontecia em Brasília. Ao menos dez estados tiveram manifestações pelo voto impresso ontem.
Durante a tarde, em um discurso transmitido para os participantes da manifestação em Brasília, Bolsonaro repetiu ameaça de que a eleição do próximo ano pode não ser realizada caso a proposta de voto impresso não seja aprovada. Bolsonaro falou por telefone e sua mensagem foi veiculada pelo carro de som que acompanha o protesto na Esplanada dos Ministérios.
O presidente disse que o seu “último alerta” será convocar uma manifestação em São Paulo em defesa do voto impresso. Bolsonaro também criticou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, dizendo que ele é contra a transparência nas eleições.
Bolsonaro vem questionando, sem provas, a lisura do processo eleitoral brasileiro. O presidente e seus aliados alegam que o voto atualmente não é auditável e pode ser alvo de fraudes. No entanto, desde a implementação da urna eletrônica, não há provas de fraudes nas eleições brasileiras.
Há quatro dias, o chefe de Estado falou por mais de duas horas sobre sua convicção de que houve fraude nas duas últimas eleições presidenciais, afirmando que deveria ter vencido no primeiro turno em 2018. Mas não apresentou nenhuma prova dessas fraudes além de vídeos já desmentidos por diversas agências de checagem e pela Justiça Eleitoral.
No Recife, os apoiadores do presidente se reuniram na Avenida Boa Viagem, na Zona Sul. Entre as mensagens em faixas, uma diz: “Basta! Chega! O povo brasileiro cançou (sic) de ser enganado. Eleição sem voto auditável é fraude. Quem não deve não teme. Brasil acima de tudo”. O voto eletrônico, porém, já é auditável através de mecanismos como a zerésima, o boletim de urna e o registro digital do voto.
Na Capital pernambucana, o evento começou às 14h. Os manifestantes saíram do ponto de concentração, em frente à Padaria Boa Viagem, em direção ao Segundo Jardim. O ato contou com a participação do ministro do Turismo, Gilson Machado. Também esteve presente o deputado estadual bolsonaristas Alberto Feitosa (PSC) e o presidente estadual do PTB, o coronel da reserva Luiz Meira.
PEC
Empresários, movimentos conservadores e entidades religiosas estão reunidos em prol da PEC 135/19, de autoria da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), que estabelece “no processo de votação e apuração das eleições, dos plebiscitos e dos referendos, independentemente do meio empregado para o registro do voto, é obrigatória a expedição de cédulas físicas conferíveis pelo eleitor”.
A resistência no Congresso, porém, aumentou durante o mês de julho. Antes do recesso parlamentar, a oposição e os partidos de centro quase conseguiram sepultar o texto, mas uma manobra dos bolsonaristas garantiu que ele fosse adiado para ser analisado agora em agosto.
Nas últimas semanas, dirigentes partidários ficaram ainda mais alarmados com a pressão exercida pelo ministro da Defesa, Walter Braga Netto, sobre o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e com a escalada de ataques de Bolsonaro ao ministro Barroso, que integra o Supremo Tribunal Federal (STF).
“O ministro Luís Roberto Barroso representa muito bem o nosso Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral. Tentar jogar o ministro contra parte da opinião pública e desqualificá-lo é um erro, uma afronta às instituições e a democracia”, criticou ontem o deputado federal Silvio Costa Filho (Rep). O pernambucano é conhecido por ter bom trânsito com a equipe econômica do governo.
A PEC do voto impresso deve ser votada na próxima quinta-feira (5) em uma comissão especial da Câmara. Ontem, Kicis admitiu que a aprovação é difícil, mas afirmou esperar que a mobilização reverta o quadro. “Nós podemos, com a força do povo nas ruas, nós podemos virar esse placar”, discursou a parlamentar.
FUNDÃO
Em meio a esse clima belicoso, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), enviará hoje o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovado no último dia 15, para sanção presidencial. Com isso, o presidente Jair Bolsonaro terá até dia 23 de agosto para sancionar ou vetar o aumento do fundo eleitoral para R$ 5,7 bilhões em 2022.
Além disso, terá de se posicionar sobre a possibilidade de o Congresso aumentar as verbas do Orçamento de 2022, ano eleitoral, por meio das emendas de relator, que estão no centro do orçamento secreto.
Nos últimos dias, Bolsonaro anunciou veto ao aumento do fundo eleitoral. Ele admitiu, porém, uma despesa de R$ 4 bilhões para irrigar as campanhas eleitorais no ano que vem, o dobro do gasto em 2020. O valor é o patamar mínimo exigido pelos partidos representados no Congresso.
Fonte: Jornal do Commercio
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